maio 15, 2017

(Entrevista) Leila Rego

Olá galera, tudo bem?Hoje temos mais uma entrevista exclusiiiiiiiiiiiiiiiiiva com uma autora que admiro muito.Leila Rego escreveu Não é Mais Verão, aquele conto fabuloso que resenhei aqui e resolvi fazer uma perguntinhas para esta mulher.Vamos lá?

Olá, tudo bem?Obrigada por me conceder esta entrevista.
Oi! Eu que agradeço o convite. É sempre bom vir conversar sobre meus livros e minha história com a escrita.


1) Quando você começou a escrever e qual foi sua grande motivação para nunca desistir?
Engraçado que eu nunca sonhei em me tornar escritora. Sempre fui uma leitora voraz, é verdade. Mas o sonho que passar para o outro lado eu nunca tive. Há uns 09 anos eu trabalhava como Analista de Recursos Humanos em uma multinacional americana em São Paulo capital. O ambiente lá era superpesado em termos de pressão, estresse, competição, etc... Para aliviar essa carga de estresse, eu escrevia histórias diversas, bobinhas, mas era o meu hobby.  Deixava minha mente vagar e ia escrevendo em um caderno.  Dessas histórias, nasceu a personagem Mariana, protagonista do #Partiu Vida Nova.  Gostei tanto dela que fui  criando um ambiente para ela, depois um enredo e outras personagens... Sentia tanto prazer ao escrever a história da Mariana que eu me via incluída em sua história, querendo criar mais coisas, mais cenários, mais complicações... E foi assim, dessa forma natural e despretensiosa que me tornei escritora.  Mariana me incentivou! 
O que me motiva a não desistir são os leitores e as mensagens que eu recebo deles. Acredito na minha escrita e na minha força interior. Tenho fé e sou otimista, por isso persisto.   

2) Quais foram os livros que você já escreveu?
Comecei com os dois livros independentes, Pobre Não Tem Sorte, que viraram #Partiu Vida Nova (publicado em 2015 pela editora Gutenberg), depois vieram: Amigas Imperfeitas, A Segunda Vez Que Te Amei e As Fases da Lua, todos pela Gutenberg. Ano passado participei
da antologia O Livro Delas, publicado pela Rocco. Mês passado escrevi um conto, Não é mais verão, e publiquei na Amazon.


3) Tem alguma história que tenha um significado maior para você?
Todas as minhas histórias têm um significado enorme para mim. Eu aprendo muito com minhas personagens e seus dramas. Estudo para escrever, logo acabo aprendendo algo diferente.


4) Como o conto "Não é mais verão" surgiu? E  por quê um conto?
Este conto surgiu pela necessidade de contar a história da Melissa. Foi uma ideia antiga que eu reformei e achei que meus leitores iriam gostar de conhecê-la. Eu queria falar daquele momento específico da vida dela - o encontro com o passado. O formato conto, nesses casos, é a melhor opção. E por ser um conto, publiquei na Amazon, que é a plataforma ideal para isso.  


5) Qual foi sua maior dificuldade nesse meio editorial?
Acho que a maior dificuldade foi lançar meus dois primeiros livros de forma independente. Ter que fazer tudo sozinha, sem ter prévio conhecimento sobre o mercado editorial, se lançar num mar desconhecido foi um desafio e tanto. Mas que bom que deu certo! 


6) Você acredita que um escritor(a) brasileiro possa viver disso ou por enquanto não?

Como qualquer profissão, antes de mais nada, depende do tipo de expectativa de vida que a pessoa tem e quer ter. Se a pessoa for versátil, ou seja, faz outras coisas além de escrever - como revisar textos, fazer palestras, leituras críticas, etc - acho que é possível.  Sem desanimar, a maioria dos escritores nacionais ainda não sobrevivem apenas de seus direitos autorais e eu me incluo nessa conta.



7) O quê você falaria para alguém que está começando essa carreira agora?

Em primeiro lugar, acho que é importante ler muito. Geralmente, quem gosta de ler e tem esse hábito, escreve bem. Devemos também escrever sobre o que gostamos, pois quando escrevemos com paixão, os leitores sentem isso. Escrever sobre o que realmente conhecemos é importante também. Ao escolher um tema, certifique-se que você domina o assunto, para não se perder no meio da história. Depois que o livro estiver pronto, é preciso muita paciência e força de vontade pra procurar uma editora. Coisa que não é fácil. Temos que preparar nosso psicológico para ouvir muitos "nãos" ou, em muitos casos, resposta nenhuma.  Acho que esses são os passos fundamentais para quem quer escrever e publicar um livro.


8) Quer deixar um recado para seus fãs?
Eu quero dizer para todos que nunca desistam daquilo que sonham e não percam as esperanças. É bem clichê e muitos dizem isso, mas é verdade. A gente precisa acreditar na nossa capacidade e ouvir mais a nossa intuição. Acreditar nos sonhos e trabalhar muito para que eles se tornem realidade.
Também quero agradecer o carinho que sempre recebo de todos vocês. 


Xoxo,
Carol

2 comentários:

Larissa Dutra disse...

Olá, tudo bem? Que legal a entrevista, adorei! Tenho vontade de ler os livros da autora...

Beijos,
Duas Livreiras

Michele Barreto disse...

Oie Carol amei a entrevista! :)
Conheço um pouco essa autora por tê-la
em minha rede social, mas ainda não tive
oportunidade de ler um livro dela.
Mas em breve quero ler.
Bjs

https://raposinha-literaria.blogspot.com.br

Postar um comentário