abril 06, 2017

(Além dos Versos) Estátuas de sal, by Marcos Roberto

Olá galera, tudo bem?O que move a poesia?Ou que movimento a poesia tem?Eu não sei, e tento sempre descobrir como conseguimos depositar tantas emoções em poucos versos.Quer dividir comigo?Só entrar em contato comigo pelo e-mail carolina.hermanas@com.br e vamos prosear pela vida!
Vamos nos descobrir em mais uma poesia do meu querido amigo Marcos?





Estátuas de Sal


Ouço barulhos estrondosos;
Brados fortes;
Olho de longe;
Sou apenas um convidado;
Este não é meu lugar;
Condição passageira;
Não sou da espécie que ataca e destrói;
Aniquila;
Da que contamina e extingue por pura ambição;
A enfartar seus corações;
Sem se importar com o bem estar da vida alheia;
O ouro, a prata e a chamada pedra filosofal;
Alterada;
Retirando a sabedoria um falso poder semeia;
Com mortes a ganancia lhe presenteia;
Não sou da espécie que ataca e destrói;
Nem ao menos para viver um pouco melhor;
Até que finde esta jornada;
O destino pelas pegadas desta caminhada;
Todo começo tem um fim;
Os que olharam para trás são estatuas de sal;
Na verdade apenas lembranças;
A singularidade na força da esperança;
Alimenta nossos músculos e fortalece os tendões;
Para que não se rompam e nos impeçam de caminhar;
Que nunca sejamos carregados;
E nossos braços possam impulsionar alguém;
Fornecer socorro;
Pra que chegue além;
Que nossos braços ergam a espada da vitória;
Essa será nossa gloria;
Assim, temos que seguir em frente;
Seguindo as pegadas desta caminhada;
Quando findar-se repousaremos enfadados;
No entanto sossegados;
Até que amanheça;
E essa rotina re-aconteça;
Todo começo tem um fim;
Mesmo que passageiro;
Só por um momento;
Os que olharam para trás lamentaram seus passos;
São estatuas de sal;
Mortos até mesmo nas lembranças;
O que restaria...
Seus grãos foram carregados pelo vento.



Marcos Roberto Santos    27/03/2014

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