fevereiro 16, 2017

(Entrevistando) Samantha Holtz!

Olá galera, tudo bem?Vocês se recordam da resenha do livro Quando o amor bate a sua porta?Caso não se lembrem, cliquem aqui.O negócio é que consegui uma entrevista por e-mail com a autooora e eu estou tão feliz com isso :)


1) De onde veio a inspiração para "Quando o amor bater à sua porta"?
Em primeiro lugar, obrigada pelo convite para a entrevista! :) Bem, a primeira "sementinha" da inspiração veio alguns anos atrás, conversando em casa com minha irmã. Eu desabafava com ela sobre certos tipos de homens, como podiam ser tão enganadores, e falei: "Sabe o que seria ótimo? Se eu pudesse tirar um personagem de dentro do meu livro e trazê-lo para a vida real...". Nós duas nos olhamos com o mesmo olhar de surpresa e, na hora, percebi que ela pensava o mesmo que eu: "isso daria uma história...!". Guardei a ideia, ainda sem saber como poderia desenvolvê-la - criar algo fantasioso, em que o personagem de fato "saía do livro" e surgia no mundo real, ou algo mais voltado a coincidências... por fim, esse nem foi o fator principal na história (Luiz Otávio aparece e surpreende Malu por ter o mesmo nome do protagonista que ela está criando, mas por ora é só isso), mas foi um dos pontos de partida!


2) A Malu é real (você se identifica com ela) ou não?
Ela é bastante diferente de mim, especialmente no início da história, quando é mais amarga, arrogante e difícil de lidar... vejo-me bastante diferente dela, nesse ponto! Mas alguns medos e bloqueios que ela carrega e a maneira como interferem em sua vida, com isso eu creio que todos nós possamos nos identificar. Cada um tem um fantasma a combater dentro de si. Nesse ponto, creio que não somente eu como todos poderemos nos identificar com Malu, o que a torna muito real sim!



3) Os personagens foram construídos naturalmente ou tiveram muitas características de amigos próximos?
Como em meus outros livros, todos os personagens são fictícios. Não me baseei em mim ou em pessoas que conheço para desenvolvê-los. O único que tem alguma relação com a realidade é a Thais, atendente do asilo Lar dos Anjos, pois o lugar é real, mas não conheço pessoalmente (fica em São José dos Pinhais - PR). Quem me ajudou com as informações de lá foi a atendente Thais e, em agradecimento à ajuda dela, eu a "coloquei" na história, nos momentos em que a Malu visitava o avô nesse lugar! (risos)



4) Uma característica muito legal do livro é que a história é tratada como se a escrita realmente fosse valorizada aqui no Brasil. Você acha que o mercado editorial brasileiro melhorou ou ainda é preciso lutar muito?
Quando tentei publicar pela primeira vez, ainda adolescente, o mercado literário era bastante restrito para novos escritores. Publicar era muito mais difícil do que é hoje em dia, o que vejo como um ganho no sentido de mais oportunidades, apesar de muitas editoras não oferecerem ainda um trabalho de verdadeira qualidade aos novos autores, tampouco suporte na distribuição, marketing etc. Também temos bastante a melhorar, ainda, no sentido de valorização da literatura nacional. Isso não é uma luta somente dos escritores ou das editoras, mas dos leitores também (para quebrar a equivocada imagem de que "o que é do Brasil não presta"). Apesar disso, desde que fiz minhas primeiras tentativas de publicação até agora, já vi muita coisa melhorar, e sei que continuaremos nesse caminho, pois as editoras e livrarias têm percebido a força da nova geração da nossa literatura e, pouco a pouco, os leitores também (ainda mais com a ajuda de vocês, blogueiros queridos! <3). A quantidade cada vez maior de nomes brasileiros em grandes editoras e em vitrines de livrarias é um claro reflexo disso!



5) Qual a SUA história com a escrita? Quando começou e qual foi a primeira coisa que escreveu na vida?
A paixão por contar histórias começou aos sete anos de idade, quando decidi que queria ser redatora do Mauricio de Sousa, quando crescesse. Então, comecei a escrever minhas próprias histórias em quadrinho: eu juntava um monte de folhas sulfite, grampeava no meio e escrevia minhas historinhas! Creio que tenham sido minhas primeiras criações, e minha mãe ainda tem várias delas guardadas em uma caixa (risos). Com o tempo, fui lotando cadernos com poesias, reflexões e pequenos contos, muitos dos quais eu dava de presente aos professores... até que, aos 14 anos, escrevi um conto que cresceu, cresceu e virou um romance – mais precisamente, a primeira versão de “Renascer de um Outono”. Daí em diante, não consegui mais parar de escrever romances!



6) Qual foi a sua grande motivação enquanto escrevia? E qual é a pior parte na hora de escrever e a melhor?
A motivação é sempre oferecer ao leitor uma história viciante e gostosa de acompanhar, pensando não somente no entretenimento que ofereceremos mas nas lições, reflexões e inspirações que eles irão tirar daquilo que você escreveu. Desde pequena, quando eu sonhava ser escritora, meu maior intuito não era ficar rica, famosa nem nada do gênero... e sim ver minhas palavras espalhadas Brasil (quem sabe mundo) afora, levando bons sentimentos. É o que mais me motiva! A melhor parte na hora de escrever é o momento em que a ideia embala e você nem vê a hora passar... sempre que você para porque precisa comer, beber água ou fazer alguma coisa, a história fica pulsando em sua cabeça e você não vê a hora de continuar - sentimento parecido com o de quando estamos viciados em um livro ou série. Você não para de pensar naquilo! Amo quando alcanço este momento. O pior momento, em contrapartida, é quando enfrentamos algum bloqueio criativo ou encruzilhada para continuar a história... algum detalhe que não estamos conseguindo fechar, algo que não fez sentido, uma mudança que sabemos ser necessária, mas não sabemos como fazer. É péssimo sentar-se diante do computador e não ter ânimo para escrever porque não sabemos ao certo o que faremos! (risos) Ainda bem que é um sentimento sempre passageiro.



7) Muuuuito obrigada pela entrevista. Amo autores que têm esse contato direto com os leitores. É importante e me deixa muuuito feliz. Dê aqui uma dica para quem sonha em viver de romance, rs!
Eu que agradeço, querida, por ter me convidado! Adorei responder! :) Para quem sonha viver de livros, meu conselho é: paciência, persistência e dedicação. Não escreva com a única e exclusiva finalidade de publicar e fazer sucesso. Escreva porque é o que você ama fazer. O resto é consequência, e sua verdadeira realização deve ser ver uma obra concluída, independentemente do que acontecerá com ela depois. Não digo que você não deve sonhar, muito pelo contrário; busque muito! Apenas saiba que você deve ser movido por seu amor à arte, mais do que pelo amor ao status ou ao reconhecimento que deseja ter, senão você enfrentará frustrações e impaciências que irão, pouco a pouco, fazê-lo desanimar de continuar. Os resultados na carreira literária costumam ser lentos e cheios de altos e baixos, como tantas outras profissões, então mantenha o foco no amor que você tem pela arte. É o que te manterá em pé quando tudo parecer difícil. Para quem quiser mais dicas sobre escrita, publicação, vendas de livros e outros assuntos, tenho um canal com atualização semanal no Youtube: http://youtube.com/c/samantaholtz
Espero que possa ajudar muitos novos escritores em nosso país! :)
SUCESSO!!! :*

Gostaram?

Xoxo,

Carol

11 comentários:

Jessica Andrade disse...

Oi Carol,
Adorei a entrevista.
Já tive o privilégio de ler um livro da Samantha e sei o quanto ela escreve bem.
Preciso conferir esse.
Bjs e uma ótima noite!
Diário dos Livros
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Tatiane Carneiro de Souza disse...


Primeiramente parabéns ♥ que entrevista maravilhosa :)
Eu ainda não li Quando o amor bater à sua porta, mas falam tão bem dele que já preciso muito :)
O único livro dela que já li foi O Pássaro e até hoje me recordo dele ♥♥♥
Adorei seu blog e já estou seguindo ;)
ótima sexta
bjo

Tati C.

thaila oliveira disse...

que legal! parabéns pela entrevista!
Samantha mais uma vez se mostra uma graça de pessoa
http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

Sora Seishin disse...

Oi Carol!
Adorei a entrevista! Tenho muita vontade de ler os livros da Samantha, sempre leio resenhas positivas deles.

Beijos,
Sora | Meu Jardim de Livros

Alice Duarte disse...

Oiii Carol

Que entrevista show, amei e a autora parece ser bem atenciosa. Da Samantha tenho O Pássaro pendente pra ler, a capa é linda e espero gostar da história.
Fiquei feliz de saber que o mercado editorial aos poucos está mudando e hoje as coisas estão melhores do que foram ontem para novos autores. Acho que a chegada da Amazon que abre caminho para os autores autopublicados ajudou e muito a mudar também esse quadro e espero que a literatura brasileira tenho maior destaque nos próximos anos.

Beijos

aliceandthebooks.blogspot.com

Marijleite disse...

Olá, eu aaaamo entrevista com autores, então, gostei demais do post e de saber um pouco mais sobre a escritora e seu trabalho. Eu ainda não li nenhum livro da Samantha, mas é uma autora cujas obras quero conhecer.

petalasdeliberdade.blogspot.com

Nessa disse...

Oie
Os livros da Samanta são emocionantes e ela é uma querida. Adorei entrevista.

Beijinhos
http://diariodeincentivoaleitura.blogspot.com.br/

Mundo Literário da Cecy disse...

Oi Carol!
Entrevistar autores é tudo de bom, né? Nos deixam tão a vontade que nem parece que as entrevistas são por e-mail, né?

Beijoooo ^.~

Samanta Holtz disse...

Oi, querida!

Adoreiii ver a entrevista aqui no blog :D Muito obrigada por ter preparado as perguntas com tanto carinho!

Beijos,
Sam

Carol Cristina disse...

Oi Carol, amei a entrevista, muito legal!
Estou doida pra ler esse livro da Samantha e finalmente conhecer a escrita dela.
Bjs
http://acolecionadoradehistorias.blogspot.com

Josy Loiola disse...

Amei a entrevista!A Sam arrasa!

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