dezembro 16, 2016

(Textos Dele) O presente dela

Era fim de tarde do dia de aniversário dela, a luz estava apagada, estávamos satisfeitos com a pouca luz da rua somada à luz da lua entrando pela janela. Chovia o suficiente para impedir de irmos à praia, lamentamos algumas vezes por isso. E ainda que eu me culpasse por não ter cogitado a chuva, ela sorria e se divertia comigo com se lá fora não fizesse a menor diferença.

Eu havia planejado cada momento daquele fim de semana milimetricamente, desde o momento que ela chegou até o dia que se fosse embora. Mas nem tudo ocorreu nos meus planos, o hotel que ficaríamos não pode nos receber antes do horário como havia solicitado,  e tudo bem andamos por aí até parar numa lagoa e nos unir com casais clichês de lá. “Foi ótimo assim também amor”, ela disse me vendo frustrado como meus planos, “nos divertimos e nos amamos”. E foi assim realmente, foi ótimo!
Nossa noite foi incrível, eu tinha sido convidado para o aniversário chique da filha do chefe, e ela veio como minha fiel parceira. Dominamos a pista de dança, quase esquecemos o presente e ela ficou conhecendo todos os colegas do trabalho. Fiz questão de apresenta-la como o amor da minha vida, ela ficava tímida e aceitava, e depois adorava. 

No outro dia pegamos a barca e fomos a cidade ao lado, dona da mais bela praia da região. Infelizmente a chuva não cessou um momento se quer nesse fim de semana, então teve praia molhada para matar a curiosidade, e uma lanchonete pequeninha para matar o tédio. À noite nos divertimos no sofá da pousada que ficamos perto da praia, entre o filme bobo e mal escolhido e as nossas bobeiras de entretenimento ficamos com os dois. Até a luz apagar. 

Pareceu que o universo nos deu uma grande chance de estarmos só e em silencio, por entre os cafunes e caricias que foram trocadas eu jamais me senti tão amado, e podia saber que ela sentia o mesmo através do seu toque. Ela sabe que não vou esquecer esta noite, onde tudo pareceu estar acabado e mesmo assim nos amamos. 
O dia seguinte foi o dia dela, eu tive a honra de ser o primeiro a cumprimenta-la. Para fugir da chuva e não arruinar o dia dela, arrumei um pequeno shopping da região para visitarmos. Ele era mesmo pequeno, mas tinha uma casa de jogos que nos garantiu um pouco de diversão e ótima comida para toda fome que tivéssemos. Ela se divertiu muito, eu fique muito encantado, percebi que não importa o que eu tenha planejado, ela estava ali e gente estava curtindo muito tudo isso. Lição importante aprendida. 

Quando a gente voltou para a pousada eu tive mais vontade ainda de entregar o presente que tinha comprado, mas o presente não ficou pronto e eu não tinha nada para entregar a ela. Mas mesmo que o local não era o que eu tinha escolhido na minha cabeça, mesmo que as palavras não tenham saído da forma que ensaiei com a ela sobre o presente não seria entregue naquela noite. 

Primeiro disse que precisava falar algo sério, que imediatamente mudou o nosso tom de brincadeira completamente. Então comecei a enumerar o quanto era ótimo estar com ela e o quanto crescemos juntos, comecei a lembrar e faze-la lembrar do quão importantes foi sermos amigos e o quanto isso contribuiu para a nossa relação. E que por esses e tantos outros motivos eu havia tomado uma grande decisão, “Comprei alianças, sabemos os laços que nos une sai de dentro nosso peito... Quero mostrar meu compromisso e deixa você saber quero um futuro com você...”, eu disse enquanto ela me olhava firme e profundamente nos olhos, estática no enlace do meu abraço. Mas quando terminei ela não teve palavras para tal surpresa, e entre o sorrisos e beijo a alegria dos se manifestou completamente, junto com suspiros de amor no ar. Começamos a construir um futuro... 



PS:Eu pedi " amor, escreve um conto de natal?" e então ele descreveu o melhor dia do meu ano inteiro.

3 comentários:

Grande Métamorphose disse...

Quanto amooooooor!
http://grandemetamorphose.blogspot.com.br/

Angela Silva disse...

Ai que lindo :*

http://a-cacheada.blogspot.com.br/2016/12/esclarecimentos.html

Mundo Literário da Cecy disse...

Oi Carol! Ai que lindo esse conto! Apaixonada pelo texto!

Beijoooo

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