maio 26, 2016

Lançamentos de Maio - Chiado Editora ( Parte II)

"O teu piso sagrado
E as sementes da tua essência,
Mais férteis e mais fortes
Do que a minha imaginação
Repercutem-se e multiplicam-se
Nas minhas veias,
Na minha carne
E nos meus ossos cansados.
A lei e o humano
O humano e o utópico
O utópico e a minha morte
A nossa morte
Mortes de todo um ser físico
Através e dentro de um seio
Materno e material."





Goa, na Índia; Paris, boémia e «Nouvelle Vague», barricadas e bastidores da Sorbonne, atordoada em Maio de 1968 por ideologias diversas e pelo dever de “beijar o seu amor sem largar a espingarda”; “Revolução dos Cravos”, em Portugal; Brasil do segundo milénio, onde encanto e cultura dormem entrelaçados com uma pandemia de corrupção e violência.
Na crista da onda do turbilhão das páginas de “O andarilho e o manequim”, Leonardo e uma parafernália de ecos históricos a várias vozes e personagens, desenlaces, a doce Genoveva; um “diálogo” entre o autor e o amigo José Pedro Barreto, já no além; tiros na madrugada; um manequim articulado e uma motocicleta «Honda» da década de 80; insólita técnica de abordagem – assunção do presente histórico, flashbacks, narrativa recheada de voluntárias rupturas de estilo: literário, poético e jornalístico.






A primeira cirurgia cesariana no Brasil foi realizada no Hospital Militar da Vila do Recife no ano de 1817. Este hospital funcionava nas dependências do Convento do Carmo da Ordem Franciscana. O autor da intervenção foi o médico pernambucano de Goiana, José Correia Picanço, graduado em medicina pela Universidade de Paris e depois lente da Universidade de Coimbra. A paciente, uma negra liberta. Mãe e filho sobreviveram. Nada mais existe sobre este assunto. O livro trata no contexto ficcional da vida da criança, um menino com o nome de CESÁRIO. Pelo seu nascimento inusitado recebeu benesses negadas na época aos seus irmãos de cor. Sua trajetória de sucesso profissional o colocou em posição totalmente diferenciada da realidade do negro, no decorrer do século XIX no Brasil. A narrativa dialogal leva o leitor a mergulhar no cenário e na trama, exclusivamente pela imaginação dentre palavras trocadas pelos personagens. O enredo desenvolve-se em Pernambuco e na Região Subsaariana do Mali.




Uma viagem iniciada com as gentes e paisagens fronteiriças da Cova da Beira, nos anos 50 a 70, em contraste com as gentes citadinas. Sortes diferentes para um Oficial citadino e um Soldado aldeão na guerra da Guiné. Os passos de revolta da Cª. Caç. 4246/73, já mobilizada para Angola, que participou na revolta militar do 25 de Abril de 1974. O destacamento da Companhia para a província mais tribal de Angola para conviver com o povo Bunda, com notórias semelhanças e diferenças culturais. O regresso a Luanda, três meses depois, como Companhia de Intervenção para os horrores da guerra civil em 1974/75, onde os brancos assustados ficaram expostos às vontades das catanas e espingardas negras, por culpa do Senhor Governador e dos políticos em Lisboa, e dos anciãos angolanos que, simultaneamente, ansiavam estar vivos até ao dia da independência.





.não fazer
                              dos caminhos
                     ....da vida todos
              tortos,,,

                             ...mas se são
             por caminhos
             tortos...
,,,que se faz
                    a curva....

               ,,,e essa curva
                     toma a forma
                                     do teu coração.......







A Adélia, mais uma vez absorta na sua tarefa higiénica, debruçava-se sobre o lavadouro com as mãos a libertar da roupa a sujidade que carregava, num frenesim de esfrega e bate, imprimindo ao seu corpo esbelto e de estatura média-baixa, impulsos ritmados, ao mesmo tempo que, curvada do tronco sobre a pedra de lavar, os seus peitos oscilavam num vaivém pendular. A espaços, colocava-se em bicos dos pés e encostava suavemente o seu ventre ao topo do lavadouro, a fim de colocar o máximo do seu peso com as mãos sobre o rolo de roupa, levando na espremedura a água a escapar-se por entre os dedos em formas de esguichos caprichosos.










"(...) Sons jamais escutados emergiam do escuro da mata. Quando parei Atenas, Lis sabia que eu me havia perdido. Mas ela não tinha medo, nem eu. Na realidade, gosto muito de fazer isto. Perder-me à própria sorte! É quando descubro as mais lindas coisas do mundo. Exatamente como o que aconteceu a seguir."
O Príncipe do Deserto e a Estrela Cadente é a história de um encontro: de uma princesa arteira e de um príncipe corajoso. Juntos, eles partem à galope em busca de uma grande aventura. 












Através dos tempos, a redescoberta do Paraíso terrestre tem motivado o avanço da civilização, acionando o plano divino planetário, antes mesmo da era das grandes navegações. Nesta trama, China, Portugal e Brasil se integram, a partir da expansão marítima lusitana, quando misteriosa estatueta de Kuan Yin Bodhisatva, Mãe Divina asiática, - equiparável à Virgem Maria, no Ocidente -, dá origem a uma excitante aventura. Os personagens e as histórias se entrelaçam ao longo dos séculos, revelando a força sagrada feminina de muitos nomes, que inspira a evolução humana e prefigura a nova Idade de Ouro aquariana. Tudo começa com a viagem de Emanuel dos Santos, um jesuíta português, a Macau e ao Brasil, no século XVII. Paralelamente, nos dias atuais, Meili e Yan, jovens brasileiros de origem chinesa, se lançam em busca da ‘Dama de Jade'...
Dentre os personagens, todos fictícios, se excetuam os monarcas de Portugal, D. Dinis e a Rainha Santa Isabel, revelados conforme sua perspectiva visionária, dando a conhecer o legado deixado às gerações posteriores. Poderá o Brasil vir a tornar-se a Terra da Promessa, pressentida por tantos profetas? Vamos realizar a utopia chamada Brasil? Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal, canta Chico Buarque em Fado Tropical.
Ao descortinar os segredos encerrados nas páginas deste livro, leitor, sua viagem interna será certamente desconcertante e encantadora. 


Um inspector da polícia no Porto depara-se com um caso de disparo de bala dentro da sua própria esquadra e vê-se envolvido numa investigação resultante da queixa de um padre. 

É a história de um polícia, uma história de amor na sua forma mais pura e inocente. Conta a dor, que sem pedir licença, se torna nossa vizinha.














“Foram dias de um verdadeiro pesadelo. Nessa embarcação que fazia a deslocação da Beira para Quelimane viajavam apenas treze passageiros, mais a tripulação. Era um barco de carga que ia com muito peso e que enfrentou nessa viagem uma tempestade medonha que foi um autêntico inferno, com trovoada, chuva intensa e muito vento. A ondulação era enorme e o barco rangia por todo o lado, parecendo muitas vezes que se ia partir ao meio. As refeições tinham de ser no camarote e constavam apenas de bolos secos e refrigerantes, pois nada se equilibrava. A senhora que viajava com os filhos e que já tinha feito muitas vezes esta mesma viagem dizia que nunca tinha visto coisa assim. Lembro-me que as suas filhas choravam e que não tínhamos autorização para sair dos camarotes, nem sequer para espreitar. Foi uma viagem para nunca mais esquecer mas quis Deus que chegássemos à barra do porto de Quelimane, onde contudo nos viemos a deparar com outra luta...”




…após varias tentativas de aproximação goradas arriscaram um tiro demasiado longo ao velho macho que viria a pesar mais de 900kg , o impacto da bala fora do ponto vital, precipitou o búfalo ferido de morte numa carga impiedosa em direcção ao grupo a mais de 40 km por hora ,escolhendo me a mim como alvo , separado deles cerca de 60 m, lembro me desse instante como agora mesmo...














                                                                     Continua...






1 comentários:

Lavínia Carvalho disse...

Gosto de livros que trazem consigo histórias de aventuras, então O Príncipe do Deserto e a Estrela Cadente me chamou bastante atenção. Todos parecem ótimos. Beijos

www.quetransborde.com.br

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