abril 25, 2016

Lançamentos de Abril - Editora Rocco

 Quando um misterioso pacote é entregue a Robin Ellacott, ela fica horrorizada ao descobrir que contém a perna decepada de uma mulher. Seu chefe, o detetive particular Cormoran Strike, fica menos surpreso, mas não menos alarmado. Há quatro pessoas de seu passado que ele acredita que poderiam ser responsáveis por tal crime – e Strike sabe que qualquer uma delas seria capaz de tamanha brutalidade. Mas quando a polícia foca no suspeito que Strike tem cada vez mais certeza de que não é o criminoso, ele e Robin precisam correr contra o tempo para descobrir a verdade.

Terceiro livro da aclamada série escrita por Robert Galbraith, pseudônimo de J. K. Rowling, e protagonizada pelo detetive particular Cormoran Strike e por sua assistente Robin Ellacott,  Vocação para o mal é um suspense diabolicamente inteligente, com reviravoltas inesperadas a cada página, e também a emocionante história de um homem e de uma mulher numa encruzilhada em suas vidas pessoais e profissionais. O livro estreou em segundo lugar na lista dos mais vendidos do The New York Times e alcançou os principais rankings nos Estados Unidos e na Inglaterra. A série protagonizada por Cormoran Strike ganhará adaptação para a BBC One, com produção da Brontë Film and Television.

Com o título e os nomes dos capítulos retirados de músicas da banda Blue Öyster Cult, cujas letras são baseadas na literatura de horror e tratam de temas como maldições e ocultismo, Vocação para o mal tem um clima sombrio, que mistura pedofilia, assassinatos em série e Transtorno de Identidade da Integridade Corporal (TIIC), distúrbio psicológico raro que faz uma pessoa querer amputar seus membros saudáveis. Será que a dupla de investigadores consegue identificar seu perseguidor e sair ilesa? 





Chamada de ‘Oliver Sacks de saia’ e palestrante assídua no circuito TED, Sharot investiga como expectativas e fatores sociais influenciam emoções, motivações, decisões e até memórias. E atesta: o otimismo é crucial para a existência humana. Ela dá como exemplo um jovem estudante do ensino médio, que sonha ser um médico respeitado, quem sabe o descobridor da cura do câncer.  Esse mesmo jovem também se pega imaginando como é difícil estudar medicina, os tempos de lazer tomados, os custos altos e o sacrifício da família para manutenção dos estudos, as condições insalubres e falta de estrutura dos hospitais e, por fim, a quantidade de vidas que vão se esvair em suas mãos. São muitas as questões reais que ele terá que enfrentar no dia a dia, mas, sem a habilidade que todo ser humano tem de agir de forma otimista e projetar um futuro melhor, esse jovem terá enorme chance de jamais tornar-se médico. E o mundo pode perder a chance de jamais conhecer o descobridor do câncer.

O viés do otimismo é definido por Sharot como a tendência do ser humano de superestimar a probabilidade de acontecimentos positivos e subestimar a probabilidade dos negativos. Esse bem protege o ser humano de ter suas ações impedidas e desestimuladas pelas tribulações inevitáveis da vida cotidiana ou de perceber que as opções são, de alguma forma, limitadas. Por isso mesmo, ajuda o ser humano a relaxar, melhorar a saúde e a agir. Mais do que isso, uma boa dose de otimismo pode levar a “profecias autorrealizáveis”, caso de um time de basquete americano cujo técnico assegurou em entrevista que sua equipe ganharia o campeonato da temporada seguinte. A determinação do técnico levou o time a treinar com afinco no intuito de garantir o que seu líder prometera evitando a humilhação.





Cleary Wolters estava prestes a desligar a televisão quando se deparou com seu próprio passado: prisão, drogas, homossexualidade. E não era apenas um programa com o qual ela pudesse se identificar, mas literalmente a história de sua vida. Tratava-se de um anúncio da então nova série Orange is the new black, baseada nas memórias de sua ex-amante Piper Kerman. Com o sobrenome de Piper trocado para Chapman e Cleary transformada em Alex Vouse, o sucesso foi imediato – a cada episódio, no entanto, a trama se distanciava mais e mais dos fatos. Mas Out of orange vai muito além de mostrar a “versão da amante lésbica”: com força e precisão narrativa, a verdadeira mulher por trás dos óculos de aros grossos tece lembranças e ideias sobre transgressões, punições, escolhas, erros e relações humanas.

O relato tem início na França, em 1993, entre cápsulas de heroína, paletós recheados de drogas e envelopes repletos de dólares. Junto a detalhes impressionantes e muitas vezes tragicômicos sobre os bastidores do tráfico internacional, surge uma moça de olhos azuis e cabelo loiro avermelhado. Na volta de Cleary a Northampton, Massachusetts, a bela e doce Piper foi primeiro uma excelente babá de felinos, comprometendo-se a cuidar de suas gatas durante as aventuras ilícitas à Europa, mas logo se transformou em parceira no crime e na cama. Tudo, porém, foi tão intenso quanto rápido. As duas se reencontraram dois anos e meio depois, na cadeia – mas, ao contrário do que mostra Orange is the new black, nunca fizeram sexo atrás das grades. E essa não é a única diferença entre realidade e ficção.





Assunto recorrente entre educadores e psicólogos, e cada vez mais frequente na imprensa e nas redes sociais, o excesso de proteção e interferência dos pais na vida dos filhos está criando uma geração cada vez menos preparada para lidar com os desafios da vida adulta. São jovens que chegam às universidades, mas não têm o controle de sua vida acadêmica; que chegam ao mercado de trabalho, mas não conseguem se ajustar às exigências e dificuldades que a vida profissional exige, para além da competência técnica. Muito provavelmente são filhos de pais-helicóptero, que estão sempre voando baixinho e prontos para pousar e prestar socorro ao menor sinal de problema. Decana de calouros da Universidade de Stanford, Julie Lythcott-Haims reflete, em Como criar um adulto, sobre as angústias que levam os pais a esse tipo de postura e apresenta estratégias que os ajudam a entender a importância de permitir aos filhos cometer seus próprios erros para que se tornem adultos plenos. 





O ano é 2059. Desde o reinado de Edward VII, videntes e atividades paranormais são realidade na Inglaterra, mas nem por isso são bem aceitos. Chamados de desnaturais, eles são marginalizados e perseguidos pela sociedade. A jovem irlandesa Paige Mahonney é uma vidente, uma andarilha onírica, um dos tipos mais raros de videntes.

Fantasia distópica com toques paranormais, Temporada dos ossos é o primeiro de uma saga de sete livros, escrito enquanto Samantha Shannon ainda estava na universidade, aos 21 anos.  Shannon foi publicada na Inglaterra pela Bloomsbury, casa editorial responsável pelo sucesso Harry Potter, o que rendeu à autora comparações imediatas com J. K. Rowling. Para além das coincidências, a autora foi apontada pela crítica como uma nova e vigorosa voz da literatura fantástica contemporânea, “a melhor criação mitológica desde que Harry Potter aportou em sua Nimbus 2000”, afirma o USA Today, por sua combinação de horror e ficção científica, com um inovador e surpreendente código de combate para os personagens. 

Shannon apresenta aos leitores uma nova heroína: Paige Mahoney, uma criminosa que age na área de Seven Dials, em Scion Londres, uma cidade sitiada pelo medo e pela desconfiança. Sob o comando de Jaxon Hall, um dos chefões do submundo londrino, Paige ganha a vida “roubando” informações das mentes das pessoas com o seu dom.

Mas após um incidente no metrô que leva dois oficiais à morte, Paige é atacada e capturada pela Divisão de Vigilância Noturna, DVN, e enviada para Oxford, agora conhecida como Sheol I, uma cidade prisão. Oculto por duzentos anos, o complexo é dominado por uma poderosa raça de outro mundo conhecida como Rephaim. Cada vidente capturado e levado para Sheol I é escolhido pelos Rephaim, e Paige fica junto do Mestre, o consorte de sangue. Um membro da elite rephaite.

Assim começa uma conturbada relação entre os dois. À medida que o tempo passa, Paige descobre um pouco mais sobre os rephaites e seu plano de dominação do planeta. E para conquistar sua liberdade, a jovem precisa aprender a confiar, na prisão onde ela está destinada a morrer. Samantha Shannon apresenta aos leitores um romance surpreendente e arrebatador, e mostra por que é considerada um dos principais nomes da literatura de fantasia atual. 




Com a mãe fora de casa, os irmãos estão sob os cuidados do pai. Para evitar sustos, ela deixou tudo anotado e a comida etiquetada. Entretanto, logo na primeira noite, eles queimam o jantar e vão a um restaurante indiano. Na manhã seguinte, o leite acaba. E como todos sabem, não se pode comer cereal matinal sem leite (nem tomar o chá do papai). Então, o pai sai para comprar mais – não aquele desnatado que tem gosto de água. E o que encontra pelo caminho é muito mais do que um simples acompanhamento para o lanche da manhã. 

Felizmente, o leite é o novo livro do britânico Neil Gaiman, autor de Os lobos dentro das paredes, Coraline, O livro do cemitério, entre outros. Cultuado no mundo inteiro, ganhador de inúmeros prêmios, entre eles o Newberry Medal, Gaiman mostra mais uma vez do que é capaz nesta hilariante aventura em que um simples pai de família sai para ir até a esquina comprar leite para o café da manhã dos filhos e leva mais de mil horas para voltar.

A preocupação crescente dos irmãos com a demora vira incredulidade quando o pai conta a mirabolante aventura por que passou até chegar em casa (com o leite, felizmente). Uma fantástica história com um disco voador e seus tripulantes, gosmentos alienígenas verdes, um deus do vulcão chamado Esplod, piratas, vampiros, uma patrulha galáctica formada por dinossauros e Esteg, o estegossauro cientista e seu balão/máquina do tempo.

Gaiman leva o pai em um louca viagem no tempo e espaço repleta de absurdos, paradoxos e ação frenética. Com o apoio do talentoso ilustrador Skottie Young, responsável pelos desenhos bem-humorados e ricos em detalhes, o escritor apresenta mais uma obra única. Felizmente, o leite é Neil Gaiman no seu melhor estado e um deleite para os fãs de todas as idades.



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2 comentários:

Daniele Costa disse...

Gentee, quantos livros bacanas a Rocco está trazendo! Mas um que realmente chamou minha atenção foi esse do Neil Gaiman *-* Babando!
Resenha Atual
Estante de uma Fangirl

Luiza Helena Vieira disse...

Oi, Carol!
Mirmã, fiquei interessada em Temporada de Ossos.
Beijos
Balaio de Babados

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