março 24, 2016

(Resenha) O céu é logo ali, by Lilian Farias

                               
Informações técnicas
Ano: 2011 / 
Páginas: 126
Idioma: português 
Editora: Literata

                                          Sinopse
"O céu é logo ali representa a liberdade que são as borboletas e nos pássaros. Dolores e Clarice são mulheres que buscam tal liberdade. Dolores é uma mulher de muitas experiências; de vida simples e sem amigos. O único amigo que possui é esquizofrênico e a trata com muito carinho. Clarice é cheia de mimos e sempre teve de tudo, mas o que as liga são suas tribulações de sentimentos e busca por liberdade. Dolores fica encantada com o mais simples dos gestos, um pingo de chuva sobre a pele faz dela a pessoa mais feliz e livre do mundo. Já Clarice tem a vida dos sonhos, porém o destino pode destruí-lo com rapidez. O livro da Lilian é profundo e tocante. Ele nos mostra que devemos aproveitar o momento porque tudo pode acabar em um piscar de olhos." (Fernanda Bezerra) 


"Ao adentrarmos nos mundos distintos dessas duas jovens, mergulhamos numa profusa miscigenação de anseios, lutas, estratégias de sobrevivência. A história de duas mulheres que, unidas pelo destino, resolvem aflorar todo fluxo de sobrevivência do "ser", do corpo, da alma, da mente, que advém quando se é permitido ser livre. Liberdade, essa, assemelhada a quem saboreia o voo das borboletas." (Valéria Sabrina)

O livro é um poço de poesias.De imediato, estranhamos a maneira como a história é contruída,mas a forma de escrever(coberto de sentimentos complexos) e a falta de linearidade lembrou muito a famosa Clarice Lispector.

Dolores é uma mulher de trinta anos e trabalha num bar.Já conhecida na cidade pela sua maneira(gentil e alegre) de atender os clientes, o seu patrão e outra amiga não entendem quando a mulher sempre de sorriso fácil começa a beirar á loucura.Enxerga as coisas em câmera lenta,praticando a filosofia - coisa que nunca fez - nos valores da humanidade.
Dolores em alguns momentos, parece uma criança com alma pura.Alguém que nunca viveu e agora quer aproveitar cada partícula dessa vida doida.Ela sente o prazer da chuva.Com a alma lavada.E precisamos nos permitir isso,certo?SENTIR a vida.

" Deixemo-la respirar.Nascer e morrer.Correr e andar.Uma cadela no cio precisa aliviar suas tensões.Ela é um bicho selvagem e não pertence á ninguém.Irá correr sem rumo por conveniência.Por fim,terá o equílibrio necessário." Página 24

O livro é completamente VOCÊ(a autora brinca com esse fato), leitor(a) que também tem defeitos,mas quer despertar na vida para poder aproveitar ao máximo de cada coisa e momento que a vida nos dá.

Lilian brinca com figuras de linguagem.E isso mostra o envolvimento puro com a poesia.Ao relatar a história de Marta e uma enfermeira, em que numa ligação ela recebe a notícia de que a filha internada faleceu, a autora representa a escuridão dos sentimentos num desenho compreensível.





É perceptível que as borboletas são representadas nesse livro como uma constante transformação.Nós também somos assim,hm?




Clarice tem uma vida mediana.Não tem uma relação muito boa com os pais, não fez a faculdade que queria e, sofre um acidente que muda sua vida tod.Acho que nos dá uma lição.Vamos viver de acordo com os pensamentos egoístas dos outros ou arquitetar os sonhos que pretendemos realizar?

O legal é que o livro tem muito de nós mesmas.Dolores ainda está descobrindo quem é e isso inclui aquela típica confusão do ser humano.Sabem quando estamos perdidos e não sabemos o que fazer da vida?É basicamente isso o que os personagens querem nos mostrar.


O ÚNICO problema é que o formato do livro atrapalha um pouco a leitura.Como é pequeno, as páginas comem as palavras,rs.Deu pra entender?



PS:Pra quem não sabe quem é Lilian Farias, lhes apresento.A mais nova parceira do blog trará sempre novidades para vocês :). Confiram o último post aqui.

Espero que tenham gostado da resenha :)

Xoxo,

Carol

1 comentários:

Nana Barcellos disse...

Olá Carol,
Não conhecia o livro, mas adorei a capa e a diagramação parece ser linda, também.
Achei bacana a maneira que a autora desenvolve o enredo, apesar de eu ainda não ter me apegado em poesias haha

tenha um ótimo feriado.
Nana - Obsession Valley

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