novembro 30, 2015

(Resenha) O que eu quero pra mim, by Lycia Barros

Informações técnicas
Autor(a)              Lycia Barros
Título     O Que eu Quero pra Mim
Páginas                208
Edição                  1ª
Tipo de capa      Brochura
Formato              Livro
Editora                 Arqueiro
Ano       2015
Assunto   Literatura Brasileira - Romances
Idioma         Português

                         Sinopse
Alice é independente, bem sucedida profissionalmente e muito ambiciosa. Além do sucesso no trabalho, tem um namorado que é o sonho de qualquer mulher: lindo, apaixonado, louco para se casar e ter filhos.
Mas ela não é qualquer mulher, e acha que a carreira vem antes de tudo. Então, quando Casseano a coloca contra a parede e exige mais espaço em sua vida, os dois entram em um impasse e acabam se separando.
Em poucos dias, Alice sente que o fim do relacionamento está sendo mais duro do que esperava. Para piorar, o trabalho entra em crise e sua sócia, preocupada com a saúde da amiga a obriga a se afastar por um tempo. As férias a ajudarão a arejar a cabeça e voltar mais produtiva.
Com tudo dando errado ao mesmo tempo, Alice aceita a sugestão e compra uma passagem para Londres. Chegando lá, mergulha numa profunda jornada de autodescobrimento e percebe o que realmente importa para ela.
O Que eu Quero pra Mim é um romance inspirador, que fala sobre a importância de conhecer a si mesmo e descobrir as próprias necessidades antes de trilhar de forma plena o caminho do amor.

A história é narrada em terceira pessoa e começa com uma carta de Aline á Luana.Nesse texto é relatado alguns fatos importantes para a nossa leitura: sabemos que após a morte da mãe de Aline, a menina partiu para os Estados Unidos e foi quando conheceu Luana.Escreve também sobre a falta que sente de conversar com alguém sobre seus sentimentos e como tem sido difícil lidar com todo o drama.Agora, sozinha no Rio de Janeiro, relembra do dia que a sua vida deu uma cambalhota louca.

“Talvez a solidão que carrego no peito neste momento se dissipe com a distância ou,pelo contrário,sirva apenas para me mostrar que não foi dos outros que separei durante os últimos anos...e sim de mim mesma.” Página 8

PS:Gostei da capa do livro.Representa exatamente o que a personagem vive!

Acompanhamos a história de Aline junto á amiga Camila( as duas são sócias num negócio relacionado com leilões) e a nossa protagonista dá literalmente o sangue por essa empresa.No entanto, ainda presa no que aconteceu no passado,Aline nega quando o namorado a pede em casamento.Completamente transtornada e perdida, Camila resolve seus problemas com apenas uma ação: pede para a amiga tirar uns dias de férias.
Agora temos o foco na Luana( melhor amiga de Aline), uma mulher que mora com seu filho em Londres.Conhecemos sua história em detalhes muito importantes: morava em Minas Gerais e tinha sempre em mente o sonho de tornar-se uma grande atriz, até que juntou uma grana e foi para Hollywood.Mostra também os conflitos internos e como a amizade de Aline muda seus pensamentos de um jeito que a faz pensar sobre cada escolha que fez no passado.

Percebi que a autora Lycia tem esse jeito de querer nos mostrar histórias simples com significados enormes para nossas vidas.Já li a obra Despertar – A Bandeja e me surpreendi com a simplicidade das palavras, mas com a potencialidade de fazer com que nós reflitamos sobre algumas situações rotineiras.Então, quando pedi O que eu quero pra mim mês passado para a editora Arqueiro estava ansiosa pelo que viria.

Aline tira as férias sem realmente querer isso, mas resolve visitar a amiga Luana que não vê há algum tempo.Luana tem uma vida bem complicada e o engraçado é ver Alice crescendo com esses acontecimentos.Ou seja, ela não passa por algumas situações, mas consegue absorver aquilo que a amiga está enfrentando e tira lições para a própria vida.Achei esse aprendizado sensacional

Quem nunca teve aquela fase infernal?Em que tudo e todos parecem criticar você por exatamente tudo?Inclusive viver?Quem nunca se sentiu completamente perdido?A história fala sobre conhecer a si mesma para poder amar o próximo.Quando as pessoas vão entender que isso é real e não um clichê feito para criar um mundo mágico e fora da realidade?

Em suma, O que eu quero pra mim também fala sobre como Aline perdeu tanto tempo descontando a morte da mãe no seu trabalho, que até esqueceu como era viver.Nem tinha prestado atenção em como o amor poderia mudar a sua vida para melhor.Porque, fala sério né meus queridos e queridas, o amor é a única solução para a depressão.


Beijo :)


Carol

novembro 29, 2015

(Desabafo) Na minha presença

Sou quem não quero.Eu tenho essa mania de piorar as coisas quando é apenas uma poeira, e quando vejo o tamanho da bola de neve, sou obrigada a correr.Correr.Cara, até quando vou fugir dos problemas?Até quando vou ser a atriz desse maldito teatro?Eu só não queria conviver com essa solidão,de novo.Estive presa em alguns labirintos e tem sido complicado percorrer por essa grama sem se espetar nessas flores desconhecidas, mas posso dizer garoto, que respirar é o ato de liberdade mais bonito desse mundo insano.E talvez minhas lágrimas sejam a tempestade dessa noite silenciosa, mas quem liga para o show quando a plateia nem apareceu?Errado.O público mais fiel é aquele que chega de fininho no começo da festa sem ser notado e ninguém observa.Prazer,sou eu.

Determinei uma batalha onde os únicos jogadores eram: eu e minha consciência.Eu precisava  ser bonita,bondosa,humilde,amiga,namorada e a minha consciência tinha que ordenar cada passo meu.Deu errado.Eu tropecei numa pedra enorme e agora nem sei como levantar.Nem sei o que fiz com essa droga de faculdade que só acabei porque queria ser o orgulho da família e nem o que quero, afinal de contas.Sinto um oceano de peixes mortos no meu estômago e não tem ninguém aqui para me salvar.A cada minuto que resolvo tentar descobrir um pouco de mim mesma, percebo a falha.A solidão é meu pior defeito.

Sinto falta de mim.Do sorriso que brilhava.Das conversas bobas e até dos beijos antes de dormir dos meus pais.Eu ia ao supermercado com eles na sexta-feira á tarde e lembro de me sentir feliz.Lembro de tantos momentos eternos e mesmo assim, choro todos os dias ao anoitecer.Tudo que explodiu no meu coração como um sentimento grandioso, o vento levou e não trouxe mais.E agora, no meio desse mar de pessoas importantes e bonitas, não sei o que faço.Todos esperam um passo em falso para me rasgar no meio como um tecido qualquer e me esquecer em alguma rua sombria.Tenho tantas pistas para deixar, mas hoje, só quero ficar sozinha.E tentar lembrar como era sorrir com vontade ou rir.O tempo parece um ser humano em  desenvolvimento: a cada dia cresce e faz nossos sonhos aumentarem ou acabarem.

Sinto a falta de coragem engolir meus sonhos.Sinto que a cada instante perdido é um momento que não pode ser recuperado.Talvez essa música que esteja tocando nos meus ouvidos seja uma espécie de salvação.A letra fala sobre não desistir de si mesmo e deixar que a vida te leve para aonde quiser.Ok, isso pode soar incompreensível a medida que todos ao meu redor adquirem uma certa irresponsabilidade sobre suas vidas,mas eu estou tentando,querido.O ato de seguir em frente ultrapassa qualquer confusão minha,believe.Vou sair do sofá, escrever aquela bendita poesia e até arriscar sorrir.Hoje o dia avisa que a tempestade não serviu para o arco-íris vir logo, mas sim, como diria Charles Chaplin, aprender a dançar na chuva.É tipo assim: o inferno está bem aqui, no entanto, se abrir bem os olhos, pode enxergar uma fresta de esperança.Go,go,go.Menina,saia dessa escuridão.O bonito mesmo está subentendido no céu azul.



novembro 25, 2015

(Rapidinhas Literárias) Documentário Malala

Alguém mais gosta dessa garota tanto quanto eu?Dia 19 desse mês  estreou um documentário sobre a vida dessa menina-barra-guerreira e aqui embaixo estão os livros :)


Quando o Talibã tomou controle do vale do Swat, uma menina levantou a voz. Malala Yousafzai recusou-se a permanecer em silêncio e lutou pelo seu direito à educação. Mas em 9 de outubro de 2012, uma terça-feira, ela quase pagou o preço com a vida. 
Malala foi atingida na cabeça por um tiro à queima-roupa dentro do ônibus no qual voltava da escola. Poucos acreditaram que ela sobreviveria.
Mas a recuperação milagrosa de Malala a levou em uma viagem extraordinária de um vale remoto no norte do Paquistão para as salas das Nações Unidas em Nova York. Aos dezesseis anos, ela se tornou um símbolo global de protesto pacífico e a candidata mais jovem da história a receber o Prêmio Nobel da Paz.
Eu sou Malala é a história de uma família exilada pelo terrorismo global, da luta pelo direito à educação feminina e dos obstáculos à valorização da mulher em uma sociedade que valoriza filhos homens. 
O livro acompanha a infância da garota no Paquistão, os primeiros anos de vida escolar, as asperezas da vida numa região marcada pela desigualdade social, as belezas do deserto e as trevas da vida sob o Talibã.
Escrito em parceria com a jornalista britânica Christina Lamb, este livro é uma janela para a singularidade poderosa de uma menina cheia de brio e talento, mas também para um universo religioso e cultural cheio de interdições e particularidades, muitas vezes incompreendido pelo Ocidente. 
“Sentar numa cadeira, ler meus livros rodeada pelos meus amigos é um direito meu”, ela diz numa das últimas passagens do livro. A história de Malala renova a crença na capacidade de uma pessoa de inspirar e modificar o mundo.



Autobiografia da mais jovem ganhadora do prêmio Nobel da Paz, escrita especialmente para o público juvenil.

Uma jovem comum, Malala Yousafzai gostava acompanhar seus programas de TV preferidos, vivia brigando com os irmãos e adorava ir à escola. Mas em pouco tempo tudo mudaria. Ela tinha apenas dez anos quando o Talibã tomou conta do vale do Swat, onde ela vivia com os pais e os irmãos. A partir desse dia, a música virou crime; as mulheres estavam proibidas de frequentar o mercado; as meninas não deveriam ir à escola.
Criada em uma região pacífica do Paquistão totalmente transformada pelo terrorismo, Malala foi ensinada a defender aquilo em que acreditava. Assim, ela lutou com todas as forças por seu direito à educação. E, em 9 de outubro de 2012, quase perdeu a vida por isso: foi atingida por um tiro na cabeça quando voltava de ônibus da escola. Poucos acreditaram que ela sobreviveria.
Hoje Malala é um grande exemplo, no mundo todo, do poder do protesto pacífico, e é a pessoa mais jovem e a receber o Prêmio Nobel da Paz. Nesta autobiografia, em que ela conta sua história inspiradora para outros jovens como ela, Malala mostra que todos podem mudar o mundo.



Malala Yousafzai quase perdeu a vida por querer ir para a escola. Ela nasceu no vale do Swat, no Paquistão, uma região de extraordinária beleza, cobiçada no passado por conquistadores como Gengis Khan e Alexandre, o Grande, e protegida pelos bravos guerreiros pashtuns – os povos das montanhas. Foi habitada por reis e rainhas, príncipes e princesas, como nos contos de fadas. 
Malala cresceu entre os corredores da escola de seu pai, Ziauddin Yousafzai, e era uma das primeiras alunas da classe. Quando tinha dez anos viu sua cidade ser controlada por um grupo extremista chamado Talibã. Armados, eles vigiavam o vale noite e dia, e impuseram muitas regras. Proibiram a música e a dança, baniram as mulheres das ruas e determinaram que somente os meninos poderiam estudar. 
Mas Malala foi ensinada desde pequena a defender aquilo em que acreditava e lutou pelo direito de continuar estudando. Ela fez das palavras sua arma. Em 9 de outubro de 2012, quando voltava de ônibus da escola, sofreu um atentado a tiro. Poucos acreditaram que ela sobreviveria. 
A jornalista Adriana Carranca visitou o vale do Swat dias depois do atentado, hospedou-se com uma família local e conta neste livro tudo o que viu e aprendeu por lá. Ela apresenta às crianças a história real dessa menina que, além de ser a mais jovem ganhadora do prêmio Nobel da paz, é um grande exemplo de como uma pessoa e um sonho podem mudar o mundo.


Aqui vocês vão encontrar o trailer oficial do documentário.


Xoxo,

Carol


novembro 23, 2015

(Rapidinhas Literárias) Taylor Swift!!!

Eu sou fã da Taylor Swift mesmo, e daí?Só provoco porque tem muita gente que me recrimina por isso,ahahahaha.A coisa é que além de escrever bem( me inspiro demais para escrever meus textos enquanto eu a escuto), cantar bem( a voz dela melhorou taaaaanto), atuar, entre outras coisas, a nossa queridinha Taytay também incentiva a leitura.Aliás, para podermos aperfeiçoar a nossa habilidade na escrita, precisamos ler um bocado né?Além do dinheiro que doa para alguns hospitais que tratam de câncer de crianças, ela também doou 25 mil novos livros para escolas públicas de Nova York.Não estou me apegando apenas nos EUA ok?Sei que por aqui no Brasil tem muita gente investindo( de novo, o que é ótimo) na educação com os livros para as crianças.Mas só queria mostrar nesse post a importância de uma figura mundial,sabe?Se todos os artistas( sejam eles escritores,cantores,etc) fizessem isso, o planeta seria um lugar "ok" de se viver né?

Sinta-se aplaudida,Taylor Swift.


Confiram aqui a matéria completa.


Xoxo,
Carol

novembro 20, 2015

(Edição Comportamento) Falar sim,brigar não!

                              Falar sim,brigar não!
Vivemos em uma sociedade em que nada pode ser dito e daí vira motivo pra processo, manifestação e outros meios para afundar a pessoa que apenas usufruiu da sua liberdade da expressão.Não podemos falar o que quisermos?Que lugar é esse então?Ok,calma lá.Uma coisa é falar e outra é apontar o dedo na cara de fulano acusando-o.Vamos conferir uma dicas básicas de comportamento?


1)Entenda seus sentimentos
Diante de uma briga ou discussão as palavras simplesmente saem.Não conseguimos controlar aquilo que coça nossa garganta, até nos darmos conta de que já ferimos alguém com palavras que nem precisavam ser ditas daquela maneira.Entenda a situação, encare a lição dada e então, se realmente houver necessidade de esclarecer algum ponto que ficou incerto, daí fale.


2) Fale, mas com calma!
No auge do nosso nervoso, nada sai direito.Temos a razão de tudo e coisas que nem queremos dizer, sai como um foguete.E estoura bem na cara do próximo.Já entendeu tudo?Cada frase que o outro disse?Não concordou com algo e precisa extravasar?Ok, então fale o que pensa.Mas não cuspa as palavras, apenas as use como manifesto de uma opinião sua.


3) Não precisa brigar!
A outra pessoa entendeu?Você falou tudinho?Conseguiram colocar os famosos pingos nos "i"s?Então ok.Quando estabelecemos um diálogo(calmo) conseguimos resolver qualquer problema.A vida não poderia ser mais fácil,assim?Sem brigas no trânsito, sem discussões de relacionamentos alheios na rua?


Xoxo,


Carol

novembro 18, 2015

(Resenha) Confissões de inverno,by Brendan Kiely

Informações técnicas
Título: Confissões de inverno
Título original: The Gospel of Winter
Idioma: Português
Páginas: 224
Ano de edição: 2015
Ano copyright: 2014
Edição: 1ª

                                   Sinopse
À medida que sua família se desintegra, Aidan Donovan, um adolescente de 16 anos, procura consolo em estimulantes químicos, no estoque de bebidas do pai e nas atenções do padre Greg, o único adulto que realmente o escuta. O Natal chega e seu mundo entra em colapso quando ele reconhece o lado obscuro do afeto que o padre Greg lhe dedica. Enquanto tenta dar sentido à própria vida, Aidan conta com o apoio de um grupo de amigos desajustados: Josie, a garota por quem se apaixona, a rebelde e espontânea Sophie; e Mark, o carismático capitão da equipe de natação.

Confissões de inverno mostra as formas pelas quais o amor pode ser usado como uma arma contra a inocência – mas também pode, nas mãos certas, restaurar a esperança e até a fé. O corajoso romance de estreia de Brendan Kiely expõe o mal que os segredos mais profundos que guardamos podem causar e prova que a verdade liberta e abre caminho para o amor.

Acredito que todo leitor(leitora) sinta-se da mesma maneira que eu.Toda vez que encontro uma história relacionada com a realidade a curiosidade bate mais forte.É muito bom viajar num mundo completamente novo, mas também é meio necessário ficar com os pés no chão,né? Por isso que pedi esse livro para a editora Arqueiro mês passado.

Confissões de inverno vai mexer com seus pensamentos.Temos Aidan Donovan, um menino de dezesseis anos que é parte de uma família complicada.É apresentado( pouco e de forma grotesca) o pai, que simplesmente larga a responsabilidade de criá-lo para a mãe.Essa, sempre ocupada demais participando de festas e enchendo sua cabeça de outras coisas para não sofrer, acaba deixando o filho de lado.

Na escola, Aidan conhece Josie( sua maior confidente e a garota pelo qual se apaixona),Sophie e Mark.Os três sempre estão juntos em qualquer lugar.O autor mostra como a amizade é importante em momentos tristes e sombrios da nossa vida, mas apresenta também o mundo das drogas e das bebidas: descreve exatamente como funciona, como os amigos costumam incentivar o próximo e como aquilo destroi pouco a pouco a vida de cada um.Eu me senti até um pouco desesperada por Aidan infiltrar-se num mundo insano desse.E então, durante algum tempo, o padre Greg( amigo de família) consegue ajudar os pensamentos negativos desse garoto tão bonito e especial, mas ao mesmo tempo um tanto confuso com a própria vida.Não vou falar o que acontece( senão perderia a graça de tudo né?ahahahah) mas posso afirmar que a temática desse livro é difícil de ser colocada.Eu fiquei imaginando como o autor teve a audácia de escrever sobre um fato tão ocorrente da nossa sociedade.No entanto, acredito que precisamos de mais livros que falam sobre temas complicados, como a religião, ou o bullying ou qualquer outro assunto que seja o alvo de perturbação.

"Senti a língua ficar mole enquanto eu ia perdendo o controle.Quando você bebe sozinho por muito tempo,não se ilude achando que tem a cara limpa e lúcida.Na verdade, você está desmoronando,sabe disso, e só quer fugir,entorpecido feito um boneco de neve,derretendo até desaparecer." Página 30

Gostei desse livro e da forma como foi escrito.Brendan Kiely tem uma escrita leve e ao mesmo tempo carregada de sentimentos.Conseguimos abstrair a dor dos personagens e as alegrias também.É o tipo de escrita que nos impulsiona para a próxima pagina,sedentos de mais acontecimentos.

Indico para todas as pessoas que se identifiquem com personagens transformadores assim.No final,( e isso não é spoiler,ahahahah),Aidan percebe que a verdade liberta seu coração para poder se apaixonar ou amar outro alguém.

Espero que tenham gostado.


novembro 17, 2015

Lançamentos de Novembro - Editora Gutenberg,Nemo,Autêntica e Vladimir Herzog

 Maestro! A biografia de João Carlos Martins desvenda o homem por trás do mito, revelando a rotina de luta e superação de um dos maiores artistas brasileiros e um dos melhores pianistas do mundo. Possuidor de um talento único, João Carlos construiu uma carreira de sucesso, mas uma sequência de tragédias pessoais afetou seriamente o movimento de suas mãos e o impediu de se dedicar plenamente à sua paixão pelo piano. Por seis vezes, ele se viu obrigado a abandonar a carreira e chegou a fazer mais de 20 cirurgias para recuperar o pleno movimento das mãos. Até que, aos 64 anos, para não se afastar da música, ele virou maestro. Desde então, criou a Fundação Bachiana para levar música clássica para as periferias das cidades e percorre o Brasil e o mundo com a sua orquestra, provando que persistência e força de vontade são fundamentais para a superação de problemas, mas que as vitórias só são alcançadas quando não se abandona a esperança!





May e Libby criaram a Princess X no dia em que se conheceram, e desde então tornaram-se inseparáveis. Através da personagem, as garotas mataram todos os dragões e escalaram todas as montanhas que a imaginação delas pôde criar.

Até Libby e sua mãe morrerem em um acidente de carro.

Três anos depois, May começa a ver imagens da Princess X em adesivos e pôsteres por toda a cidade.

Isso só pode significar uma coisa: Libby está viva. E May não vai parar enquanto não encontrá-la.







Pode um amor avassalador apagar as marcas de um passado sombrio?

Após anos lutando por sua vida, a doce professora de piano, Srta. Kate Taylor, encontrou um lar e amizades eternas em Spindle Cove. Mas seu coração nunca parou de buscar desesperadamente a verdade sobre o seu passado. Em seu rosto, uma mancha cor-de-vinho é a única marca que ela possui de seu nascimento. Não há documentos, pistas, e nem ao menos lembranças…

Depois de uma visita desanimadora para sua ex-professora, que se recusa a dizer qualquer coisa para Kate, ela conta apenas com a bondade de um morador de Spindle Cove, o misterioso, frio e brutalmente lindo, Cabo Thorne, para voltar para casa em segurança. Embora Kate inicialmente sinta-se intimidada por sua escolta, uma atração mútua faísca entre os dois durante a viagem. Ao chegar de volta à pensão onde mora, Kate fica surpresa ao encontrar um grupo de aristocratas que afirma ser sua família.

Extremamente desconfiado, Thorne propõe um noivado fictício à Kate, permitindo-lhe ficar ao seu lado para protegê-la e descobrir as reais intenções daquela família. Mas o noivado falso traz à tona sentimentos genuínos, assim como respostas às perguntas de Kate.

Acostumado com combates e campos de batalhas, Thorne se vê na pior guerra que poderia imaginar. Ele guarda um segredo sobre Kate e fará de tudo para protegê-la de qualquer mal que se atreva atravessar seu caminho, seja uma suposta família oportunista… ou até ele mesmo.




Uma escolha pode conduzi-la à felicidade… Ou partir irremediavelmente seu coração.

Liberty Jones é uma garota determinada, mas em sua vida pobre e difícil não há espaço para que ela consiga vislumbrar seus sonhos sendo realizados. Seu único consolo é a amizade e o amor que nutre por Hardy Cates, um jovem que possui ambições grandiosas demais para ficarem enterradas na pequena cidade de Welcome. Apesar da atração irresistível que pulsa entre os dois, tudo o que Hardy não precisa é de alguém para atrapalhar seus planos de sucesso, e ele a abandona no momento mais difícil de sua vida: quando a mãe de Liberty morre tragicamente em um acidente; deixando um bebê para ela criar. Mas a vida traz grandes surpresas e Liberty se vê sob a tutela de um magnata bilionário, que irá oferecer muito mais do que proteção à irmã e a ela, mas também revelará uma forte ligação com o passado obscuro da família de Liberty. O que Liberty não espera é ter de lidar com Gage Travis, o filho mais velho do magnata; o rapaz não aprova a presença dela em sua casa e fará de tudo para afastá-la de sua família… Gage apenas esquece de também mantê-la longe de seu coração.

“Às vezes a vida tem um senso de humor cruel, entregando-lhe aquilo que você sempre quis no pior momento possível…”



Duas vidas entrelaçadas nos mistérios de um passado que precisa ser revelado.

Há 12 anos, Zack perdeu o amor de sua vida. Sem saber se Gracie morreu ou se ela o abandonou, ele procura qualquer pista sobre o seu paradeiro, tentando pôr um fim ao tormento. Sua carreira no futebol americano foi deixada de lado, pois nada teria mais importância que descobrir o motivo de Gracie ter desaparecido. Empregado pela DSS, a empresa de segurança dos irmãos Devereaux, Zack se torna o braço direito de Caleb e Beau, atento a qualquer informação que o desperte do seu pior pesadelo e traga de volta a sua felicidade.
Há 12 anos, Anna-Grace foi traída pelo homem que havia jurado jamais lhe fazer mal. Escondendo um passado terrível enquanto se mantém sobre a proteção do poderoso Wade Sterling, ela quer apenas se manter longe de todas as memórias que a destruíram por completo: esquecer o homem que a arruinou e que ela um dia havia amado.

Anna-Grace queria esquecer que um dia amou Zack.




O Universo HQ completou 15 anos de atividade em 2015. A maior referência do Brasil quando o assunto é história em quadrinhos consolidou uma base de fãs fiéis e conquistou vários prêmios ao longo dos anos por brindar os leitores com notícias, resenhas, matérias, charges, colunas e entrevistas de qualidade ímpar. Estas últimas sempre mereceram carinho especial da equipe editorial e dos leitores. Embasadas em muita pesquisa, não raro surpreendiam positivamente os maiores nomes mundiais da HQ, “sabatinados” pela equipe do site. Para os leitores, era um deleite ver seus autores favoritos falando sobre tantos assuntos.

Para coroar a trajetória de sucesso do site, Sidney Gusman, editor-chefe do Universo HQ, reuniu neste livro as 21 melhores e mais representativas entrevistas publicadas desde que o site foi ao ar, em 5 de janeiro de 2000. Todas receberam notas de atualização (são 300, no total), para tornar o conteúdo o mais perene possível, seja atualizando o leitor sobre a repercussão do que no momento da entrevista eram apenas projetos futuros, seja detalhando alguma informação mencionada en passant pelo entrevistado. Como se não bastasse, você ainda encontrará aqui duas conversas inéditas e exclusivas com dois “monstros” dos quadrinhos!

Com retratos dos artistas e da equipe do Universo HQ feitos pelo talentoso caricaturista Eduardo Baptistão e dezenas de imagens coloridas, além de simpáticas dedicatórias ao fim de cada entrevista, Universo HQ Entrevista promete encher os olhos dos admiradores da Nona Arte, e constitui um verdadeiro tesouro para os fãs de quadrinhos.



Ter caído de um avião é só o começo dos problemas de Rob, um pacífico fazendeiro que só queria voltar para casa e cuidar de seus cavalos. Agora, ele está em um lugar desconhecido e se vê ameaçado pelas criaturas mais perigosas, todas controladas pelo terrível Doutor Sujeira, um griefer que pretende obter controle sobre todas as fronteiras. Usando suas habilidades em treinar cavalos, ele forma uma tropa e recruta os amigos que faz ao longo de sua jornada. Turner e Stormie são valentes e espertos, enquanto Jools e Kim conseguem resolver até os problemas mais difíceis – mas trabalhar em equipe pode ser o maior desafio na batalha contra o Doutor Sujeira. Lutando contra zumbis, esqueletos ou creepers, o Batalhão Zero precisará se unir, ou o Mundo da Superfície estará perdido. Um livro que reúne humor, aventura e ação na medida certa para qualquer pessoa que já tenha jogado Minecraft ou para aqueles que ainda vão jogar. Uma montanha-russa com todos os monstros e mistérios que constroem uma boa história.




Arthur e sua irmã, Mallu, não são o melhor exemplo de união. Porém isso tem de mudar quando eles são transportados para o Mundo da Superfície – no universo de Minecraft. Um lugar ao mesmo tempo fantástico e aterrorizante, onde construções impossíveis dividem espaço com monstros terríveis. Agora, cabe à dupla descobrir um caminho para casa antes que o Rei Vermelho, um controlador de monstros, os capture. A única esperança parece residir numa lenda muito antiga, sobre a pior criatura que já viveu no Mundo da Superfície. Seu nome? Herobrine. Aliando aventura, humor e cenas de causar vertigem, A Espada de Herobrine nos leva por embates incríveis contra aranhas, zumbis, endermen e creepers, na busca dos irmãos pela sobrevivência e pela volta para casa.










O Cerrado costuma ser deixado um pouco de lado quando o assunto é a preservação ambiental, tendo sua importância ofuscada pela das grandes florestas verdes. Mas suas estranhas árvores retorcidas escondem incontáveis riquezas e uma das maiores biodiversidades do planeta. Segundo maior bioma brasileiro, o Cerrado abriga milhares de espécies; e povos indígenas, quilombolas, sertanejos e ribeirinhos estão entre as comunidades que encontram lar nesse colosso da natureza. Nesta inspirada homenagem em forma de tiras, o cartunista Alves resgata a importância do Cerrado e soma – ora com bom-humor, ora em tom de denúncia – suas forças à daqueles que já lutam pela sua preservação.






Esgotados há anos, o diário Hospício é Deus (1965) e a coletânea de contos O sofredor do ver (1968), de Maura Lopes Cançado, são relançados pela Autêntica em edição especial, reunidos em uma caixa e acrescidos de um perfil biográfico, escrito pelo jornalista Maurício Meireles. Maura, que ambicionava ser a maior escritora da língua portuguesa e que já na adolescência pilotava aviões, saiu do interior de Minas Gerais para Belo Horizonte e, na década de 1950, mudando-se para o Rio de Janeiro, passou a conviver com poetas, artistas e intelectuais, sobretudo do mundo literário. Aclamada como grande revelação da literatura brasileira em seu tempo, sua obra é fortemente marcada por sua experiência como paciente de hospitais psiquiátricos em Minas e no Rio de Janeiro. Entre romances, escândalos e diversas internações, Maura Lopes Cançado publicou, na década de 1960, seus dois livros, que a tornariam uma das autoras mais comentadas da época. Internada – por vontade própria – inúmeras vezes ao longo da vida, Maura encontrou nas palavras uma maneira de se relacionar com sua doença e sua condição de paciente psiquiátrica.




Leonor Xavier mostra como é possível fazer de um “sombrio assunto” motivo de fruição estética para o leitor.

Nessa viagem que a autora realiza para dentro de si mesma, a partir do momento em que percebe ter sido invadida por um corpo estranho, o que mais impressiona, além do infausto episódio que deu origem ao livro, é a qualidade da linguagem com que narra a experiência vivida. Leonor Xavier mostra como é possível fazer de um “sombrio assunto” motivo de fruição estética para o leitor. E é aí que sua narrativa deixa de ser um registro factual, um relato jornalístico, para ser literatura. Quem já passou por isso, como eu, sabe como é difícil expressar as nuances e variações desse turbilhão de sentimentos despertados por uma situação-limite em que é inevitável a perspectiva da morte. Como recomendava João Cabral de Melo Neto, ele mesmo o melhor exemplo do que aconselhava (“Sem perfumar sua flor/ Sem poetizar seu poema”), Leonor não dramatiza seu drama. O câncer abala, desestabiliza, mas não consegue tirar dela o otimismo, a esperança nem o bom humor, usado na medida certa. Nem quando recebeu por telefone o “veredito”, em meio a um almoço com amigos, “não calei nem disfarcei, nem apaguei a notícia”. Apenas disse em voz baixa para alguém a seu lado: “Estou com um câncer”. Esse é o estilo de Leonor, que abre mão das hipérboles, das exclamações e dos espantos retóricos. Em suma, Passageiro clandestino é o livro sobre um mal, mas que faz bem a quem o lê. Espero que tenha acontecido o mesmo a quem o escreveu com tanto talento e sensibilidade.

Zuenir Ventura



No livro O mundo pode ser melhor, Marco Antonio Lage, diretor de Comunicação Corporativa da Fiat Chrysler para a América Latina, conta a história do projeto Árvore da Vida, programa de responsabilidade social que o grupo desenvolve desde 2004 na comunidade Jardim Teresópolis, de 30 mil habitantes, na cidade de Betim, próxima à fábrica da empresa. Tendo como público alvo as crianças e adolescentes, o projeto tem foco em educação, geração de trabalho e renda, incentivo ao empreendedorismo e fortalecimento da comunidade. Os resultados são notáveis, das estatísticas escolares à inserção no mercado de trabalho, do crescimento da renda média das famílias à redução dos índices de violência e criminalidade. Com depoimentos emocionantes de dezenas de personagens, o texto narra as dificuldades de implantação, as ações desenvolvidas e as conquistas que tornam o projeto Árvore da Vida uma referência em projeto empresarial de inclusão social.





Os escritos que compõem A alma e as formas não apenas asseguraram ao jovem Lukács – junto a autores do porte de Karl Kraus e Rudolf Kassner, Walter Benjamin e Ernst Bloch, Siegfried Kracauer e Theodor Adorno – um lugar proeminente numa época de florescimento único da forma ensaística na Europa Central, como também representam uma das mais originais e provocadoras contribuições teóricas do começo do século XX. Expressão de uma crise pessoal e, ao mesmo tempo, de um empenho em decifrar um ponto de inflexão na história da cultura moderna, A alma e as formas exerceu influência sobre o Thomas Mann de Morte em Veneza, o Benjamin de Origem do drama trágico alemão e o Bloch de O espírito da utopia. Estilisticamente brilhantes, os ensaios lukácsianos também chamam a atenção pelas questões levantadas em torno da teoria dos gêneros literários, tal como evidenciam as reflexões sobre a tragédia, a novela e a própria forma do ensaio. Opondo-se tanto à estreiteza de perspectivas do positivismo como à trivialidade da crítica impressionista, o jovem Lukács desenvolve aqui uma perspectiva teórica sutil e radical. Ninguém conseguiu a um só tempo compreender e encarnar tão profundamente a essência do ensaio quanto o autor de A alma e as formas.

Miguel Vedda
Universidade Buenos Aires




Teoria da religião, de Georges Bataille (escrito em 1948, mas publicado postumamente), é um livro inclassificável. É ao mesmo tempo um livro de antropologia, de economia, de sociologia, de história da religião (no singular). A religião é compreendida aqui em um movimento geral que abrange a totalidade da história da vida social. O cristianismo – a religião moral, humanizada, capitalista, a “religião nos limites da razão” – é remetido a um plano etnográfico, que tem na vida animal, no que Bataille chama de intimidade ou imanência, o seu grau zero ou a sua ontologia. É nas “sociedades primitivas” que Bataille encontra o sagrado, que o surgimento do mundo do trabalho virá interromper, introduzindo uma separação no interior da intimidade animal. Esta só vislumbrada de novo na operação suntuária do potlatch, no sacrifício – do animal, do homem, do Deus.

Como e por que ler este texto no século XXI no Brasil? A leitura que se fará dele hoje é substancialmente diferente da que foi feita pelos seus contemporâneos franceses, que ouviram a conferência “Esquema de uma história das religiões”, que serviu de base ao livro, também publicada neste volume. Teoria da religião permanece uma das tentativas mais profundas de pensar uma alternativa ao modelo econômico do mercado, do valor de troca, da produção. Há neste livro uma reflexão energética, uma referência provocadora aos animais, e às religiões totêmicas, e um lugar reservado ao islamismo extremamente atuais. Teoria da religião continua um livro profundamente enigmático. Leiamos ou releiamos Bataille.

João Camillo Penna



AUTÊNTICA RELANÇA O PEQUENO PRÍNCIPE, AGORA EM CAPA DURA

Há mais de 70 anos encantando gerações de leitores de todas as idades, O Pequeno Príncipe sai agora pela Autêntica, em tradução que buscou uma linguagem – tanto verbal quanto visual – mais próxima do leitor brasileiro de nossos dias. A intenção era criar coloquialidade e, ao mesmo tempo, respeitar o tom clássico de uma das obras literárias mais importantes da literatura universal para o público infantil e juvenil, mas também para todos os adultos que conseguem enxergar a essência humana. O livro narra o encontro, no deserto do Saara, de um piloto francês, cujo avião sofrera uma pane, com um menino “de cabelos de ouro”. Num longo diálogo, o narrador descobre um pouco da vida do pequeno príncipe, percebe seu olhar infantil sobre a vida e o mundo; o pequeno príncipe, por sua vez, se vê diante de questões da vida dos adultos, e aquele encontro se transforma numa ligação forte, um dependendo do outro, compreendendo a importância que têm todos aqueles que cruzam nossa vida. Considerado uma das maiores obras do século XX, O Pequeno Príncipe é um dos livros mais traduzidos do mundo, não se sabe exatamente para quantos idiomas – o site oficial da obra Le Petit Prince fala em cerca de 253 idiomas e dialetos –, e revela uma visão filosófica e poética do mundo, da vida e da morte, das relações.


É aniversário do golpe que, em abril de 1964, instalou no país um regime militar de 21 anos. Felipe precisa fazer um trabalho de escola sobre o tema e não sabe por onde começar. Seu pai, Mário, tem a ideia de contar ao filho a história daqueles anos de chumbo através da trajetória de Vladimir Herzog. O jornalista de origem iugoslava fugiu do nazismo com a família, ainda menino, para morar no Brasil. Mas aqui, acusado de subversivo, acabaria preso e assassinado em, 1975, pelas forças da repressão. Sua morte, sob tortura, e os maciços protestos que se sucederam, marcariam o começo do fim da Ditadura.










Muita gente lembra de Genésio como o viu no noticiário, há muitos anos: um menino corajoso no tribunal, testemunha importante na condenação dos assassinos de Chico Mendes. Algo foi mostrado de sua infância difícil em meio à violência e ao trabalho duro numa fazenda. Dali por diante, poucas pessoas acompanharam seus passos.

Genésio agora conta sua vida. Seu relato é dramático, pela exposição sincera de seus descaminhos, sua dificuldade de superar o passado e identificar-se nas novas oportunidades que se abriam. E também por revelar outros dramas amazônicos, de milhões de pessoas sob o domínio de pequenos grupos cuja ganância parece não ter limites.

A devastação da floresta não é só a derrubada das árvores, mas a agressão aos povos, famílias e comunidades, sua diversidade cultural, valores, saberes. Quem esteve no “olho do furacão”, como Genésio, pode revelar a parte íntima do drama e nos fazer refletir sobre nossa responsabilidade na história do mundo, da qual participamos inapelavelmente.

Nesses tempos de crise, não podemos nos conformar com a posição de espectadores, embora sejamos induzidos e até empurrados a isso. Este relato mostra que temos escolha a cada passo rumo ao futuro, mas também quanto ao passado. Como disse Sartre, não somos o produto do que o passado fez conosco, mas daquilo que fazemos com o nosso passado.

Marina Silva










novembro 16, 2015

(Desabafo) Assuma quem você é!!!

Eu não tive uma adolescência repleta de festas com os melhores amigos, e sim duas amigas que me faziam rir a manhã inteira - e isso me bastava.Nunca tive uma festa de quinze anos e nem sei o que é aprontar de verdade.Não fiquei até altas horas da madrugada numa festa de pijama ou algo bobo assim.Gostava de assistir a Hannah Montana na Disney Channel e escrever num caderninho cheio de corações coloridos o que eu sentia.

Se eu sinto falta de algo que nunca aconteceu?Todos os dias.Minhas irmãs( mais velhas) tiveram tudo isso e até algumas boas histórias para contar.Queria ter tido mais noites legais ao lado de amigos que nunca tive e até festas barulhentas com garotos bonitos.O resumo da minha patética adolescência?Poesia.Ao invés disso, me apaixonei por um cara completamente errado.Ele tinha uma mulher( e eu mal sabia disso) e mesmo assim havia lançado a tal da magia pra mim.Ficamos cinco anos nessa lenga-lenga até que o colégio terminou e tudo que consegui foi escrever um livro de poesias.E foi rejeitado.A maioria das editoras  me julgavam pela idade.Diziam que eu era nova demais para entender disso.E eu nunca compreendi o fato de que sentimentos nunca são novos ou velhos.Você os sente e pronto.E ok, estava tudo bem.

Comecei a trabalhar para pagar a minha faculdade de Letras( que nunca quis fazer, mas que pela pressão familiar me senti na obrigação) e então a vida foi apertando meu coração.Quando você tem duas irmãs que fizeram a faculdade e deu tudo certo( leia-se:notas altas,estágios feitos e até alguns elogios de certos professores), sua auto-estima meio que te empurra para alguma coisa.Mesmo que ás vezes seja errada.Não gostei nada do curso de Letras( mas fiz amigos ótimos e cresci muito pessoalmente,ahahaha) e o trabalho atualmente tem me estressado bastante.As coisas correram bem no começo: consegui acompanhar as matérias e mesmo com o trabalho puxado, arranjei um namorado.Este, um perfeito cavalheiro, me pediu em casamento.Fiquei noiva no último ano da faculdade e isso deu um rebuliço imenso na cabeça.

Nesse meio tempo, entrei num curso de Criação Literária onde o professor era o Paulo D'Auria.Aprendi taaaaaanto com as suas aulas que nem sei descrever aqui como me modificaram.E eis que ele me faz um convite: ele tinha esse grupo de poetas que se encontravam uma vez por semana para escrever poesias.E a partir daí, descobri um mundo novo.Com o tempo, ele foi meio "famoso"(ahahahha) e comecei a participar de Saraus também.Sabe quando você se encaixa num lugar?Eu nunca tinha me sentido assim.Não terminei a faculdade( o estágio deu errado e vou ter que refazer tudo ano que vem), comecei a brigar por tudo com meu ex-noivo e nesse tempo meu pai teve câncer.Fiquei sozinha até uma amizade de cinco anos resolver declarar-se.Namoramos.E a poesia sempre lá, em algum lugar.Em 2015 resolvi me entregar  para os versos e participei MUITO mais de eventos assim.O que eu quero dizer com esse desabafo gigante? Graças á poesia tive oportunidades que talvez nunca as tivesse tido se não tivesse percorrido esse caminho insano.No começo, quando as pessoas me nomeavam de "poetisa" eu falava que nem me achava tanto assim.Mas quando assumimos o que realmente somos a vida toma outro rumo.Se ás vezes eu surto?Sim,claro.Mas sabe o que me tranquiliza?Eu posso escrever uma poesia sobre isso e recitar para milhares de pessoas.E uma delas vai dizer "eu me identifiquei com sua história".Sério.Eu amo a poesia mais do que a mim mesma.

Assuma quem você é.Conheça seus defeitos.Tenha um relação otimista com suas qualidades.E vai fundo,pessoal.A vida é a sua pintura num quadro bonito.


Xoxo,

Carol

novembro 12, 2015

(Textos Meus) Apocalipse interno

Como posso descrever uma guerra se a única incomodada com a situação sou eu?Não consigo  deter esse sentimento como um abismo,por exemplo.O que posso ter certeza é da pretensão.Empatei a batalha que criei: os pensamentos negativos se confundiram com a luz que quase vi noite passada.Esqueci o tamanho da lua e quase perco o sentido duma estrela apontando na minha direção.Enquanto as palavras são o meu tiro, nesta tarde nebulosa de domingo, recupero na minha memória escassa todas as histórias que inventei para fugir.De um desfecho sem sentido.E quem foge, sempre encontra.A si mesma.

Nada me salva.Nem essa escrita.Nem o olhar dele.Nem a poesia mais bonita.Nesse exato momento, em que a terra se locomoveu por conta dum choro meu, enxergo o fim.De todos os problemas.De todas as brigas.De tudo.Inclusive, o meu fim.Os monstros que cresceram na minha mente foram além de mim mesma: eles sugaram a alma que cuidei para nenhum criminoso chegar perto.Fui interrompida.Corrompida.Por uma invasão de privacidade sem tamanho.As tempestades chegaram e eu tive que sair do meio da rua.As gotas eram ardidas.E geladas.Prefiro morrer no vazio de um verso.Soa mais poético e inspirador.

E se a morte for o recomeço?E se aquela luz, um dia,voltar?Eu preciso segui-la?Estou perdida numa floresta sem ninguém.Amo tanto a natureza que preciso fazer parte de uma árvore, por exemplo.Gostaria de ser a maçã: o fruto proibido.Será que eles parariam de me julgar?Ou talvez um pêra, tão dura quanto o corpo que carrego agora.

Nessa loucura,em meio á tanto sangue exposto,necessito saber se a flor resistirá aos tiros.Há alma que não se despedaça quando morre.Se eu puder ser uma exceção, então por favor,Deus, na próxima vida, me faça rosa.Com espinhos.




novembro 10, 2015

(Textos Meus) O mundo!

Olá pessoas bonitas(bonitos,rs), como estão?Eu espero que bem.Uma das coisas mais interessantes aqui no meu blog é a reação de vocês com os textos que escrevo.Os desabafos, a edição comportamento,entre outros, tem sido os mais comentados e agradeço MUITO por isso.O fato de conseguir ajudar vocês aí com meras frases ajuda a ME confortar também,sabe?Então, obrigada por me tranquilizar também :) 

O post de hoje fala sobre encontrar o seu próprio mundo.Quem nunca( na época da escola é mais comum) se sentiu deslocado porque não tinha muitos amigos ou simplesmente porque era tão tímido(tímida) que sentia-se incapaz de pertencer á algum lugar?Eu já.Em muitas ocasiões, queria ter sido a garota que falava mais, que era divertida e tinha mais amigos.E claro, a garota das festas.Ah, como eu queria uma boa bagunça.E o que aconteceu?Eu tive que encontrar o meu próprio mundo que basicamente resumia-se em: pai,mãe,irmãs mais velhas, meus livros e o próximo texto que eu iria escrever sonhando com um principe encantado.Bem patético,hm?Mas foi assim que escolhi viver a minha solidão.Não foi ruim, mas eu sentia falta de uma alegria maior.De conversas aleatórias ou de coisas normais de uma vida adolescente.

Ok, talvez não no mesmo estilo, mas eu consegui me infiltrar em alguns grupos.E o que a vida fez?De um jeito inesperado e complicado me afastou deles.E nem faz tanto tempo assim.Ainda dói um bocado falar disso,mas o amadurecimento tem a ver com as lágrimas também,certo?Tento ver o lado bom das coisas.Essas pessoas que conheci despertaram o melhor de mim e me fizeram ir além do que imaginei capaz.Finalmente me livrei da bendita zona de conforto e resolvi arriscar tudo aquilo que sonhei.Foi fácil?Não, chorei muitos dias.Como é se separar de um grupo que fez você crescer?A coisa mais díficil da minha vida, mas se encontrar a fortaleza no coração,saberá exatamente como e com quem chegar.Talvez eu me afaste um pouco do mundo pra tentar saber como recomeçar.E talvez o mundo me conheça,mas até lá terei contar comigo mesma.

E no final das contas, você aprende que não precisa fazer parte de grupo algum( por mais que doa demais escrever isso), mas precisa encontrar a beleza e a magia no seu próprio mundo.Você permanecerá nele para sempre.



Xoxo,

Carol :)

novembro 09, 2015

(Resenha) No coração da floresta, by Emily Murdoch


Informações técnicas
Origem: NACIONAL
Editora:AGIR NOW
Idioma: PORTUGUÊS
Título original: If You Find Me
Tradução: No coração da floresta
Edição: 1
Ano: 2015
País de Produção: BRASIL
Nº de Páginas: 272


                                   SINOPSE

E se tudo o que você soubesse fosse uma mentira? E se a pessoa que deveria te proteger não tivesse condições nem mesmo de cuidar de si mesma? Carey é uma jovem de 15 anos com uma história de vida difícil. Levada às escondidas pela mãe para um parque nacional quando ainda era uma criança, tudo o que ela e a irmã menor conhecem
é a floresta. Elas só têm uma a outra, considerando que a mãe, viciada em drogas e mentalmente instável, muitas vezes desaparece por dias sem fim. É durante um desses sumiços que repentinamente as meninas se vêem diante de dois estranhos, que as tiram da floresta e as levam para um mundo novo e surpreendente de roupas, meninos e aulas. Agora Carey precisa enfrentar a verdade por trás do seu passado e decidir se vale a pena revelar um terrível segredo, que, caso descoberto, pode colocar em risco a segurança e a nova vida das duas irmãs. No coração da floresta foi indicado a inúmeros prêmios, como a Carnegie Medal em literatura, e seus direitos foram vendidos para 8 países. Primeiro livro de Emily Murdoch, recebeu a seguinte crítica estrelada do Booklist: “Um livro cheio de dor e esperança. Uma estreia surpreendente.”


Quem nunca namorou um livro?Primeiro rola aquela paixão pela capa,e logo depois,vem aquele amor louco pela sinopse.E o ponto de encontro foi nas lojas Americanas.
Sempre amei terror e suspense( mesmo que essa história tenha misturado suspense com drama,ahahahah), mas nunca consegui aprofundar minhas leituras nesse gênero.E vamos lá embarcar( em mais uma) aventura literária.

A história é narrada por Carey( irmã de Jenessa) que gosta de descrever a natureza como se fosse sua mãe, já que esta passa o enredo todo sumida porque tem problemas com drogas e outras doenças mentais.Nesse começo, já podemos perceber a delicadeza da autora com as palavras e como consegue transportar todos os sentimentos dos personagens para o livro.

"A felicidade é de graça,é o que diz a mamãe,o que é tão certo quanto o brilho das estrelas,os galhos secos que as árvores deixam cair pra nossas fogueiras...Pode ser apenas o efeito do chachimbo de metanfetamina.Mas gosto da maneira como de graça soa poético." Página 1

Essa família pra lá de estranha mora no meio da floresta, num trailer em Tenesse.A mãe nunca está presente quando as meninas mais precisam, mas Carey se encarrega de cuidar da irmã mais nova:Nessa.

"Seguro a mão de Nessa não como se fosse para o bem dela,mas é pelo meu próprio." Página 34

É lindo ver o amor dessas duas.São unidas e não se largam em momento algum.





  PS: Olha essa diagramação.Que sombria,ahahahaha.

O mistério surge quando a mãe, de repente, some de vez.Ela ia para a cidade buscar suplementos( feijões) e livros usados, mas sempre voltava.Passa-se cinco semanas e nada da mãe voltar.Até que um homem "estranho" e uma mulher aparecem na floresta para buscar as garotas.Ele diz ser pai delas e a bonita ao lado, uma espécie de assistente social.Ao que tudo indica, a mãe escreve uma carta se desculpando por tudo que fez, mas que não pode mais cuidar de Carey e Jenessa.
Descobrem que na verdade foram sequestradas pela própria mãe e a partir daí, milhares de revelações são feitas.

Esse livro me emocionou ao extremo.Eu chorei e ri junto com a Carey.Ela é a pessoa mais doce e forte que conheci no mundo literário.Passa por um auto-descobrimento, desencadeando vários defeitos e qualidades.E apesar de todas as escolhas que fez e de algumas atitudes que não aceitava em si mesma( não posso falar, senão vou dar spoiler,ahahahah) ela estava preocupada com a felicidade da irmã.

É bonito( e sufocante) ver a adaptação das duas para o mundo real.Elas saem da floresta e vão junto com o pai viver a vida que todos consideram natural.E isso, pode ser, uma lição de vida.Ás vezes nem damos valor para as coisas que temos,né?Carey sobreviveu com tão pouco que nem conseguia receber tanta coisa( seja material, seja o amor do pai e da madrasta) em pouco tempo.

Xoxo,
Carol