setembro 30, 2015

(Resenha) Poezine, by Tokinho Carvalho

Quem me apresentou( e participou) dessa antologia foi meu amigo Antonio Miotto.Ele é um daqueles grandes caras que conhecemos na vida(ou esbarramos,rs) e percebemos a dimensão do seu conhecimento.Gosto muito do jeito que escreve e de como enxerga a poesia.
Nesse pequeno livro(pequenino e fofo), alguns poetas novos colocam seus sentimentos em poucas linhas.Está aí uma coisa moderna: as poesias não precisam ser chatas( como nos relatam no Ensino Médio) e sim um prazer ou um hobby.Gostei de todas as poesias( simples, mas com significados imensos) e vou analisar uma para que vocês possam ter ideia.

"Amor está fora de moda,
a moda agora é protestar.
Mas nessa falta de amor,
o meu protesto é amar."


Ok, isso soa clichê?Sim,completamente.Mas também não deixa de ser uma realidade escancarada né?Vivemos em um mundo meio individualista, em que as pessoas esqueceram o verdadeiro significado do amor.Da saudade  e de todos os outros sentimentos que o englobam.Achei interessante como o poeta, chamado Mateus Muradás, brinca com as expressões e consegue descrever exatamente o que sente em relação á um sentimento tão complexo, mas bonito.

As outras poesias representam o estilo de cada poeta, o que torna única cada página que lemos.Gostei bastante da diagramação também.São ilustrações simples, mas significativas para o conteúdo do livro como um todo.Foi muito bem elaborado.




Em suma, quem quiser uma cópia desse livro, deixem seus e-mails nos comentários que explico melhor como funciona <3


Xoxo,

Carol




setembro 29, 2015

(Resenha) Grande Sertão:Veredas, by Guimarães Rosa


Olá a todos! Primeiramente quero agradecer a minha grande amiga Carolina Hermanas pelo convite de participar no "Carol Hermanas" o que para mim é uma grande em honra face a grande escritora e poetisa que ela é.





Não tenho a pretensão de elaborar uma critica acerca da grande obra que é o Grande Sertão: Veredas, todavia é impossível não sermos inspirados a fazermos isso. Sendo assim, não irei falar da obra, mas sim de uma poeticidade contida nela que possivelmente possa passar despercebida.

O personagem principal, Riobaldo, é quem conta a história destacando que o...

“Sertão... é onde manda quem é forte com as astúcias. Deus mesmo, quando vier, que venha armado! E bala é um pedacinhozinho de metal...”

Em um dado momento é possível reconhecer que o Sertão vivido pela personagem é o mesmo onde vivem várias...


“... pessoas, de carne e sangue, de mil-e-tantas misérias... tanta gente – dá susto se saber – e nenhum se sossega: todos nascendo, crescendo, se casando, querendo colocação de emprego, comida, saúde, riqueza, ser importante, querendo chuva e negócios bons.” 


O que nos chama atenção é o modo de pensar de um homem que diz: “Sou um sertanejo” ao mesmo passo que...


“Mire e veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior. É que a vida me ensinou.”

Além disso, os sentimentos de Riobaldo são quem desperta em nós emoções não iguais as deles, mas apenas nossas, pois...

“Já tenteou sofrido o ar que é saudade? Diz-se que tem saudade de ideia e saudade de coração [...] toda saudade é uma espécie de velhice [...] qualquer amor já um pouquinho de saudade...”

Acredito que isso é o que faz perceber que...

“... de primeiro meu coração sabia bater copiando tudo. Hoje, eu desconheço o arruído rumor das pancadas dele [...] gosto de tornar a encontrarem paz qualquer velha conhecença – consoante a pessoa que se ri, a gente se acha de voltar aos passados...”

Fora essas, há ainda outras declarações de Riobaldo, principalmente as que foram dedicadas a Diadorim...

“ Diadorim, os rios verdes. A lua, o luar [...] Meu bem, estivesse dia claro, e eu pudesse espiar a cor de seus olhos.”

Todavia, Diadorim e ele se vêem impedidos de viverem o que sentem um pelo outro... 

“E eu tinha de gostar tramadamente assim, de Diadorim, e calar qualquer palavra [...] mas, dois guerreiros, como é, como iam poder se gostar, mesmo em singela conversação – por detrás de tantos brios e armas?”


Por fim, e não poderia de encerrar essa publicação sem escrever uma das reflexões de mais alto nível dita por Riobaldo.

“Amor vem de amor”


E é assim que tudo se resume nesse livro, não somente uma obra literária ou um “Grande Sertão: Veredas”, mas também um “Grande Guimarães: Poemas”.


Fico por aqui e desde já quero agradecer a todos que leram essa publicação que apesar de simples foi elaborada com muito empenho a fim de contribuir com o conhecimento dos leitores do blog de modo que não ficasse aquém do conteúdo vinculado no blog os quais são produzidos pelas mãos e sentimentos de nossa poetisa.


Flávio Freitas 

Ps: O Flávio pode ser o novo colaborador do blog se vocês comentarem bastante nessa resenha :)


Xoxo,

Carol



setembro 26, 2015

(Resenha) Três Semanas com meu irmão, by Nicholas Sparks and Micah Sparks

Informações técnicas:

Título    Três Semanas com Meu Irmão
Páginas    320
Edição   1ª
Formato  Livro
Editora Arqueiro
Ano       2015
Assunto  Biografias & Memórias
Idioma  Português

                             Sinopse
Três Semanas com Meu Irmão é um relato pessoal do autor escrito em parceria com seu irmão mais velho, Micah Sparks. Uma rara oportunidade para os leitores conhecerem Nicholas Sparks de perto e as experiências pessoais que inspiraram muitas de suas histórias.
Em janeiro de 2003, Nicholas Sparks e seu irmão mais velho, Micah, partiram numa viagem de três semanas ao redor do mundo. Das ruínas da Guatemala aos passeios de trenó na Noruega, passando pelo Taj Mahal, na Índia, e pelos templos do Camboja, os dois mergulharam numa jornada que fortaleceria os laços dos únicos sobreviventes da família Sparks.
Com prazos apertados para publicar seus livros e sem muita inspiração para escrevê-los, Nicholas pensou que aquela seria uma ótima oportunidade para relaxar e se aproximar mais do irmão, a quem quase não via por conta da distância que os separava.
O relato inclui não só o dia a dia de Nicholas e Micah nessa aventura exótica como também a emocionante história do bem-sucedido autor de romances como O melhor de mim, Uma longa jornada e O casamento.
Permeado de fotografias, o livro resgata as lembranças da infância, as dificuldades financeiras, os sonhos de que a mãe teve que abdicar para criar os três filhos e o método dela para mantê-los unidos e da vida adulta as primeiras namoradas, o início da própria família e as tragédias que testaram sua fé. Também inclui os acontecimentos que levaram à publicação do primeiro best-seller de Nicholas.
Com humor e sensibilidade, os irmãos Sparks abrem sua vida, revelam suas origens e compartilham verdades surpreendentes sobre perda, amor e esperança.

Ok, quem nunca se apaixonou por uma das histórias do tio Nicholas?Eu chorei muito com o livro( e filme) "A última música".São histórias reais e por isso choramos.Nos identificamos com cada palavra de conforto ou cada choque de realidade nas cenas escritas.É incrível essa habilidade de tornar  cada livro mais próximo de nossos corações.

O que temos nessa autobiografia é uma espécie de bastidores da vida dele.Nicholas narra a história em primeira pessoa e conta como sua vida de escritor é mole: cuidar, com sua esposa, de cinco filhos e escrever ao mesmo tempo para sobreviver.

"Trabalho em casa, assim como muitos escritores,mas a semelhança termina aí.Meu escritório não é um santuário inalcançável num andar superior.A porta  dá diretamente para a sala de estar.Já li que algumas pessoas precisam ter a casa silenciosa para conseguirem se concentrar."
Página 10


O único momento que Nicholas tem para respirar é quando vai até a caixinha de correio que fica um pouco longe da casa.Em um dia qualquer, encontra uma carta inesperada: a faculdade que se formou,Notre Dame, organiza uma espécie de excursão com os ex-alunos e  quer levá-los para conhecer o mundo inteiro.Nicholas chama seu irmão,Micah.

Nicholas começa a contar um pouco da infância dele.Narra sobre as peripécias que aprontava com o irmão, até o momento em que Micah começou a "aparecer" mais para os pais e ser bom em tudo que fazia.Nesse ponto, acho que refletimos sobre a nossa própria vida.Quem tem irmãos ou irmãs sabe mais ou menos desse sentimento estranho,né?Queremos sempre parecer bons(também) o suficiente para nossos pais.E no final das contas, percebemos que perdemos tempo fazendo isso.

Dana, sua irmã, começa a se aproximar mais de Nicholas e então restabelecem uma amizade incrível de amigo para amiga.Nicholas e Micah se separam quando casam e criam seus filhos e é quando o diálogo  torna-se tão díficil para os dois.

O legal do livro são as imagens.Tem várias fotos da infância dos três pirralhos e algumas sobre as viagens que fizeram ao redor do mundo.Nicholas intercala o passado dele com o presente, em que os dois passam por lugares incríveis e vez ou outra, o faz lembrar alguns momentos graciosos em suas vidas.Embarcam nessa viagem para se encontrarem e resgatarem os verdadeiros valores da vida.


Gostei do livro( e de como ele menciona Noites de Tormenta, entre outras obras famosas,relatando como escreveu e quais foram suas inspirações) e de como conta o início do processo de escrita.Ele nos mostra, na verdade, que não há nada de tão fabuloso como pensamos e sim uma profissão normal: há exigências,obrigações e loucuras,rs.
Só não gostei do exagero de descrições sobre os lugares que visitaram.Vi o Nicholas como uma guia turístico meio chato,sei lá rs.Tirando essa parte,super recomendo o livro,ainda mais se é fã desse escritor que sempre faz os leitores chorarem :)











Xoxo,

Carol


 PS:Essa foi a segunda escolha que fiz pra Arqueiro dos livros do mês passado <3 





setembro 25, 2015

O que vai fazer no final de semana?

Está sem ideias para o final de semana?Precisa de um lugar novo para relaxar e não consegue encontrar?Eu vou dar umas dicas de como se divertir em SP :)


1)Saraus de Poesia
Alguém aí curte poesias?Como acabei a faculdade de Letras no ano passado, estou conseguindo me dedicar MUITO mais em Saraus neste ano.Participo de um grupo de poetas chamado "Poetas do Tietê"( e que tem agregado cada vez mais gente e nos tornado uma família imeeeeeeeeeeensa) e eles ficam perambulando a cidade, recitando( em alto e bom som,rs) suas poesias.É incrível como as pessoas nos recebem.Enfim, tem o Sarau da Sociedade dos Poetas da Vila Prudente.Se interessou?Confere as informações direitinho aqui.



2) Eclipse da Lua
No domingo, lá no parque Ibirapuera ás 21:21 hs, dá pra ver a eclipse da lua.Quer mais informações sobre essa data tão legal e bonita?Confere aqui.


3)Gordices
Ai ai, é díficil alguém não curtir um bom brigadeiro né?Imagina um festivaaaal?Dias 26 e 27 de setembro, das 10h às 20h, lá no Club Homs(SP,Capital,Paulista),  que fica a cinco minutos do metrô Brigadeiro.Eu estava lendo no site o que terá nesse festival tãaaao delicioso: "Várias iguarias feitas com chocolate estão confirmadas no evento, como a Trufa de Busca Vida (cachaça, mel e limão) e de Tequila (Godin Bell); Coração de chocolate (Madde Chocolates); pipoca gourmet de chocolate (Poppin’Corn); lasanha de chocolate (Brigadeira Vip); bolo Brigadeiro Duo e Devil’s Cake ( Sweet Pop); Macarrão de chocolate (Chocopasta 2 Amores); cookies e pirulitos (Boccati Doces), brownie (Ricci Cakes), bombas recheadas de chocolate (Tutti Cake), e profiteroles (JK Gastronomia) entre outras."

Quer mais informações sobre esse evento e outros? Clique aqui.


E aí, alguém mais tem uma programação legal? 


Xoxo, 

Carol :)

setembro 24, 2015

(Textos Aleatórios) Bruna Vieira

O amor ganha um significado novo cada vez que o sentimos. Não importa se é a segunda ou a milésima vez, o ritmo das batidas que o coração dá quando ele se aproxima será sempre diferente. Acho que é por isso que nunca desistimos. 

setembro 23, 2015

(Divulgação) Meg Cabot no Brasil

Oi gente, tudo bem? Comigo tudo bem( tirando esse calor infernal).Ok, quem mais surta com a escrita da Meg Cabot?Porque nossa, ela é a escritora mais engraçada da face da terra.Desde que li A Mediadora descobri isso.Daí, a bonita, para comemorar os quinze anos de O Diário da Princesa( que tem até o filme que a Disney fez e Meg odiou,rs), vai lançar em outubro O Casamento da Princesa.Eu ainda não li essa série tão famosa, porque sei lá, achei o filme muito fofo e não curto muito ler livros em forma de diário.No entanto, o negócio tá bombando tanto que vou ser obrigada  á colocar na minha listinha pra 2035 HSUAHSU, brincadeiras a parte.. :P



                                           Sinopse:
A série mais amada pelas adolescentes dos anos 2000 está de volta em um romance para os jovens adultos. No novo volume de O diário da princesa, da autora Meg Cabot, cinco anos se passaram desde que Mia se formou na faculdade — e sua vida anda bem agitada. Ela coordena um centro comunitário em Nova York, continua perdidamente apaixonada por Michael e está sempre cheia de compromissos reais na agenda. E por falar em compromisso… A imprensa não perde uma oportunidade de maldizer a vida do casal. Por que não se casaram até hoje? Existe outro pretendente? Como a família real permite que ela passe as noites fora de casa? Os paparazzi vivem atrás da princesa, mas ela tem outras prioridades. Até passar um fim de semana romântico com seu amor nas Bahamas. Será que chegou mesmo a hora do “felizes para sempre”?





Meg Cabot vem para o Brasil(YEAHHHHHHHHHHHH) para fazer o lançamento desse livro.Vamos acompanhar os lugares e datas?


Cachoeira, BA – 18 de outubro, 10:00
Flica Festival

Recife, PE – 19 de outubro, 17:00
Saraiva MegaStore Riomar Shopping Recife
Avenida Republica do Líbano, s/nº – Piso L2 – Luc 227 – Pina
CEP: 51110-160 – Recife – PE

São Paulo, SP – 20  de outubro, 17:00
Saraiva MegaStore Shopping Center Norte
Travessa Casalbuono, 120 – Loja 414 – Vila Guilherme
CEP: 02047-050 – São Paulo – SP

Porto Alegre, RS – 21 de outubro, 17:00
Saraiva MegaStore BarraShopping Sul
Av. Diário de Notícias, 300 – Loja 1022 – Cristal
CEP: 90810-080 – Porto Alegre – RS

Belo Horizonte, MG –  22 de outubro, 17:00
Saraiva Megastore Shopping Diamond Mall
Av. Olegario Maciel, 1600 – Lojas 16 a 21 – Nivel Bernardo Guimarães Lourdes
CEP: 30180-111 – Belo Horizonte – MG

Rio de Janeiro, RJ – 23 de outubro, 17:00
Saraiva MegaStore Shopping Rio Sul
Av. Lauro Muller, 116 – Botafogo
CEP: 22290-160 – Rio de Janeiro – RJ


Xoxo,

Carol



setembro 19, 2015

(Especial) 20 mil

Oi galerinha do bem, belezinha?O post de hoje é beeeeeeeem rápido.Para quem não sabe o blog atingiu 20 mil visualizações e eu estou AAAAAAAAAAAAAAAAH,MEU DEUS!Sério.Algumas pessoas me acompanham desde o começo na blogsfera e sabe quanto ralei pra chegar até aqui.(percorri milhaaaaaas e milhaaaaaas,rs).Então, a Carolzita humilde e legal, gostaria de fazer algo especial em homenagem á VOCÊS....que comentam e olham e observam tudo no blog.E aí, alguém tem sugestões para me dar? Vou analisar a melhor e fazer :) 



Pensem com carinho! 


Xoxo,

Carol

setembro 18, 2015

(Minha coleção) Marcadores de Página

Oieeee, tudo bem?Olha só, se tem uma coisa que tenho recebido nessa vida são os marcadores de página.E nem ligo,viu?Estou aceitando sempre o////
E aí, alguém mais tem coleção  de marcadores também?




















Xoxo,

Carol

setembro 17, 2015

#Encontrocomosblogueiros #NaBienaldolivronoRJ

 Oie, tudo bem?Dez mil anos depois venho postar sobre a Bienal do Livro no RJ,ahahahaha.Alguém aqui foi lá no feriado de 7 de setembro?Eu e meu namorado fomos e GOOOD, que loucura! :) 

Antes disso, fomos participar do evento da editora Arqueiro que era na verdade, um encontro com os blogueiros.Tinha bastante gente( acho que umas 100 pessoas) e a Carol Rossetti foi lá falar sobre seu livro e o impacto na sociedade.Falou sobre como começou a elaborar as histórias, como ilustrou todas elas e todos os detalhes dos bastidores que sempre ficamos curiosos para saber né :).
Ela autografou o livro do pessoal( o meu também, como vocês já viram no post da resenha desse livro,rs) e foi super simpática com o pessoal.





















Xoxo,

Carol

setembro 16, 2015

(Resenha) Mulheres, by Carol Rossetti

Informações técnicas
Título: MULHERES: RETRATOS DE RESPEITO, AMOR-PROPRIO, DIREITOS E DIGNIDADE
ISBN: 9788543102276
Idioma: Português
Páginas: 160
Ano de edição: 2015
Edição: 1ª

                         Sinopse:
Em 2014, a ilustradora Carol Rossetti começou a desenhar mulheres diversas para testar seus lápis de cor. Nunca poderia imaginar que suas criações despretensiosas ganhariam o mundo e iriam viralizar na internet a ponto de se tornarem matéria na CNN. Com um traço característico e frases inspiradoras, Carol quebrou tabus e espalhou uma mensagem que ecoou em mulheres do mundo todo: somos fortes, merecedoras de respeito e especiais do jeito que somos, independentemente de opiniões e julgamentos alheios.

Agora, essa mensagem ganha o formato de livro e inclui textos sobre os temas centrais abordados em suas ilustrações, como corpo, estilo, identidade, relacionamentos e superação. “Existem mulheres negras, brancas, morenas, latinas, asiáticas, indianas, indígenas. Existem engenheiras, donas de casa, prostitutas, senadoras, artistas, executivas, atrizes. Há mulheres cegas, surdas, mudas. Mulheres bipolares, deprimidas, ansiosas. Existem heterossexuais, lésbicas, bissexuais, arromânticas, pansexuais, assexuais. Mulheres cristãs, ateias, budistas, islâmicas.


Há mulheres que não são ativistas, que nunca ouviram falar em feminismo, que nunca discutiram racismo. Mulheres que lutam de formas diferentes, a partir de ideias que não conhecemos. Existem mulheres que têm vergonha de compartilhar suas escolhas por medo de serem julgadas. E mulheres que discordam de tudo isso que eu disse até aqui. Cada uma tem sua própria história, e acredito que todas elas merecem ser ouvidas e representadas. Minha abordagem será abrangente, convidando todos os que dividem comigo essa ideia de liberdade a celebrar a diversidade do ser humano. Pode entrar, sente-se onde quiser, pegue um café. Estão todos convidados.” – Carol Rossetti


Alguém aqui foi para a Bienal do Livro no RJ e participou do Encontro com Blogueiros da editora Arqueiro?Eles me mandaram o convite(chique no último,rs) e eu fui junto com meu namorado.Depois mostro para vocês os brindes que vieram.

O evento basicamente foi a Carolina(yeeeeah,minha gêmea,ahahah) Rossetti falando sobre seu livro e autografando e fofocando e tal.Ela falou sobre o poder do livro nas mulheres( e até nos homens) como uma força "sobrenatural".Disse como escolhia as pessoas, os nomes e as declarações feitas no livro.Ela é uma fofa e autografou nossos livros(ahahaah,felicidade tomou conta) e foi muito atenciosa com todos os blogueiros <3
Eu já tinha escolhido esse livro para resenhar mês passado, no entanto, outra coisa é ter essas histórias lindas autografadas pela própria né?


















"Mulheres" é um livro feminista que trata de amor-próprio,respeito,direitos e dignidade.Cada página é uma história de alguém diferente e embaixo a Carol lança seus "conselhos".



















No livro também há algumas divisões.Por exemplo, Carol estabelece o tema "Corpo" e dentro desse capítulo colocará suas ilustrações referentes.Temos a garota que não gosta do seu bumbum, do seu rosto ou então aborda também como a sociedade encara esses pequenos defeitos que na verdade são suas maiores qualidades.Entenderam?


Ela teve uma força e coragem enorme para escrever esse livro, porque, imaginem quantas pessoas devem tê-la criticado por tudo isso?Agora, imaginem como muitas garotas devem ter amado essa autora fofa?

Todo mundo deveria ler esse livro e prestar atenção em cada conselho.É femomenal e brilhante o trabalho de aproximar tanto essas histórias dos leitores,sabe? Eu realmente me apaixonei por esse trabalho.

Xoxo,
Carol
:)





setembro 15, 2015

(Tag) De tudo um pouco

Preciso confessar.Se tem uma coisa que gosto nessa vida de blogueira, são as tags.Sério.São legais e me divertem,ahahahahha :)
A Ana do blog http://www.somosvisiveiseinfinitos.com.br/me indicou e vou responder!!!!

A tag consiste em 4 simples regras:

1. Responder todas as perguntas.
2. Indicar, no minimo 11 blogs com quantidade menor de 500 seguidores.
3. Colocar o selo da tag.
4. Colocar o link de quem indicou.








C'mon
1. Qual seu estilo musical preferido?
Só não curto funk, mas ultimamente qualquer melodia que tenha uma letra "ok" faz meu tipo.


2. Qual peça de roupa é sua queridinha do momento?
Calça jeans.


3. Qual/quais dos seus esmaltes é/são os mais divos? (Marca e cor)
Não sei a marca ahahahaha


4. Shorts ou saia?
Shorts


5. Cabelo liso ou enrolado?
Cabelo liso.


6. Brigadeiro ou sorvete?
Brigadeiro :P


7. Doce ou salgado?
Doce, of a curse,ahahahaha.


8. Como você define seu estilo?
Mais simples que qualquer pessoa nessa vida.


9. Você é do tipo mulher consumista ou compra só o básico?
Eu compro muuuitos livros, mas já escutei que isso é investir no próprio conhecimento,então...rs


10. Considera-se vaidosa?
Mais ou menos

Gosteiiiii das perguntas :)

Os blogs indicados:


Xoxo,

Carol


setembro 13, 2015

Lançamentos de Setembro - Editora Gutenberg,Vestígio e Autêntica

 Depois do atentado que ficou conhecido como Massacre Amarelo, a situação em toda a União está crítica. Para a maioria das pessoas, Sybil está morta. A tensão entre humanos e anômalos é palpável, e Fenrir se apodera da fraqueza de seus semelhantes para se intitular o herói da revolução. Com a ajuda de novos e velhos aliados, Sybil resgata seu passado ao mesmo tempo em que tenta conquistar um futuro diferente para seus iguais. Peça-chave no plano para deter os principais inimigos do Estado, a garota se encontra em meio a um jogo político abarrotado de intrigas e mortes. Prepare-se para desvendar os maiores e piores segredos que estão por trás do desfecho desta eletrizante trilogia.
 Mariana sonhava em se casar com um cara perfeito, ter uma casa arrumada e ser feliz “até que a morte os separe”. Mas o sonho dela parecia ter sido turbinado: ela ia se casar com Eduardo, médico, lindo, rico, cobiçado e divertido, ia morar em um superapartamento no melhor bairro da cidade, e nunca tinha se sentido mais feliz com seu vestido de noiva de marca e um guarda-roupa repleto de peças de grife que ela tanto valorizava.

Depois de uma trabalheira maluca e da organização de todos os detalhes, o grande dia havia chegado. E, se dependesse dela, tudo sairia maravilhoso! Ela estava em seu quarto sozinha, terminando de se arrumar para a cerimônia, quando o noivo aparece de repente e diz que precisa conversar, pois não se sente pronto para casar. A imagem do casal em cima do bolo começa a desabar…

O que aconteceu com Edu? Mari necessita de respostas, nada mais faz sentido. Agora, ela precisa ir atrás da verdade, nem que para isso tenha que descer do salto, arregaçar as mangas e fazer um longo caminho de volta, até conseguir finalmente começar a aproveitar a sua tão sonhada vida nova.


“Dizem que o corpo fala. Se isso é verdade, meu amigo, o meu grita.”

Se tem algo que não existe é a perfeição!
Mesmo assim, estamos sempre correndo atrás da última novidade para secar a barriga ou para deixar o cabelo perfeito.
Ser mulher muitas vezes parece ser um desafio diário que requer paciência, motivação e, principalmente, força de vontade!
Força de vontade para lidar com as eternas insatisfações femininas, motivação para manter a autoestima em alta, paciência para lidar com quem ainda não percebeu que a beleza vai muito além daquilo que foi definido como padrão.
Atenta a todas essas angústias que povoam o universo das mulheres, Clarissa Corrêa nos envolve com suas divertidas narrativas que mostram tudo o que se perde ao assumir que estamos infelizes e tudo o que se ganha ao se concentrar na mudança.

Venha se deliciar com estas saborosas e irreverentes crônicas.
Este é um prazer que você pode devorar sem culpa.



“Um ano depois da batalha na ilha flutuante de Anistia, Anderson Coelho tenta levar a vida da maneira mais normal possível – mesmo visitando o Reino Onírico todas as noites e estando em dívida com um deus esquecido. Entre provas finais e pesadelos, a calmaria da cidade de Rastelinho é abalada pela influência do magnata Wagner Rios. Ao mesmo tempo, o meio-caipora Zé desaparece após ser enviado para uma missão secreta no Alto Sertão sergipano. Uma força-tarefa de resgate é montada às pressas, e Anderson conta com novos aliados para se infiltrar no reino dos gorjalas – gigantes que se alimentam de carne humana e parecem ter uma relação muito próxima com a Rio Dourado. Algo terrível cresce nas sombras e nos pesadelos, enquanto o passado das pessoas mais próximas de Anderson começa a complicar ainda mais o que já parece uma missão suicida. Com bruxas do sertão, batalhas no Rio São Francisco, uma poderosa semissereia grávida de 28 meses e um cangaceiro de All Star, Ferro, Água & Escuridão é a terceira parte da série de fantasia que recria os mitos do folclore brasileiro de maneira nunca antes vista.”




Bruna tem uma lista secreta de sonhos que nunca contou para ninguém. Em uma cidade tão pequena que você provavelmente nunca ouviu falar, sua história começa. Nem tão alta, nem tão magra, nem tão divertida. Dizem que ela queria fazer as malas e explorar o mundo, mas antes disso vai precisar lidar com a timidez e enfrentar os primeiros dias na nova escola.

Viajando com andorinhas e descobrindo as pontes que ligam a vida de uma garota comum aos seus sonhos, Bruna Vieira encontra o traço delicado da premiada ilustradora e quadrinista Lu Cafaggi, nos presenteando com a história de uma jovem que aprendeu a amar a vida e a si mesma antes de conhecer o mundo lá fora. 
 Neste segundo volume de Fazendo meu filme em quadrinhos você vai descobrir uma característica dos personagens que ainda não conhecia… o time do coração de cada um deles! Alan se mete em uma briga de torcida e os amigos acabam se envolvendo. Todo mundo termina tendo muito azar naquele jogo, mas será que isso significa que – como diz o ditado – terão mais sorte no amor? Descubra nessa nova aventura da Fani e sua turma!

Vírus Tropical é uma saga familiar divertida e descolada, repleta de personagens cômicas e alopradas: um pai sacerdote que dá missas clandestinas em casa, uma mãe que lê o futuro nos dominós, uma irmã mais velha depravada, outra totalmente beata…

No meio dessa trupe, a caçula Paola tenta encontrar seu espaço e sua identidade. Com um traço fino, expressivo e cheio de detalhes, Power Paola nos mergulha no âmago dessa singular família colombiana.

Dividido em capítulos curtos e temáticos, e escrito num estilo ritmado e com muitos diálogos, Vírus Tropical consegue emocionar e entreter associando o melodrama ao humor.







Quando criança, Ali Neuman fugiu de sua terra natal para escapar das milícias do Inkatha, em guerra com o partido rival, o Congresso Nacional Africano. Ele e sua mãe foram os únicos membros da família a sobreviver àqueles anos de terror, e Ali carrega traumas, emocionais e físicos, que não compartilha com ninguém.

Hoje chefe da polícia criminal de Cape Town, vitrine da África do Sul, Neuman tem que lidar com dois terríveis flagelos que assolam a primeira democracia da África: a violência e a AIDS. Seu trabalho se complica quando a filha de um ex-campeão mundial de rugby da elite branca é encontrada brutalmente assassinada, com vestígios de uma droga desconhecida no sangue. Ali Neuman, Dan Fletcher – o jovem braço direito do capitão zulu – e o turbulento tenente Brian Epkeen parecem andar em círculos na investigação, seguindo uma pista falsa após a outra, enquanto a carnificina se intensifica. Ainda que o apartheid tenha sido extirpado da cena política, velhos inimigos continuam agindo à sombra da reconciliação nacional.

Carregado de violência e desvelado por um texto primoroso e premiado, Zulu é um raio-x estarrecedor da realidade criminal de uma nação marcada por desigualdades e contradições.

ADAPTADO PARA O CINEMA POR JÉRÔME SALLE, COM ORLANDO BLOOM E FOREST WHITAKER NOS PAPÉIS PRINCIPAIS




Orlando, um arremedo de biografia, descreve a vida do personagem homônimo, descendente de uma ancestral família aristocrática inglesa, que, no começo da narrativa, vive no século XVI, é homem e tem 16 anos. Acompanhamos sua vida por cerca de quatro séculos, na maior parte dos quais se mantém com a idade de 30 anos. No meio da narrativa, enviado pelo rei Charles II, como embaixador da Inglaterra, a Constantinopla, ele passa por uma transformação radical.

Além de homenagear Vita Sackville-West, a aristocrata que serviu de modelo para a figura de Orlando, e de jogar com as convenções da biografia tradicional, Virginia explora aqui alguns dos seus temas preferidos: a incongruência entre, de um lado, o tempo do relógio e do calendário e, de outro, o tempo vivido, subjetivo; o caráter fragmentado, múltiplo e incerto da subjetividade; e, sobretudo, a instabilidade e a artificialidade da identidade sexual.

A presente edição, com posfácio de Silviano Santiago, é enriquecida com as ilustrações da edição original e com extensas notas do tradutor. 


O que significa ter uma vida ética? Em seu primeiro estudo amplo sobre filosofia moral, Judith Butler nos oferece o esboço para uma nova prática ética, que responda à necessidade de autonomia crítica e que se fundamente em um novo sentido do que é o sujeito.

O ponto de partida de Butler é nossa capacidade de responder a perguntas do tipo: “Como (eu) devo agir?” ou “O que (eu) devo fazer?” Ela mostra que essas questões só podem ser respondidas se antes perguntarmos quem é esse eu que se vê na obrigação de fazer um certo tipo de relato de si e de agir de determinada maneira. Como o sujeito descobre que não pode narrar a si mesmo sem se responsabilizar, ao mesmo tempo, pelas condições sociais em que surge, a reflexão ética exige uma teoria social.

Butler nos mostra neste livro como é difícil relatar a si mesmo e como essa falta de autotransparência e narratividade é crucial para um entendimento ético do ser humano. Em um diálogo brilhante com Adorno, Lévinas, Foucault e outros pensadores, Butler nos oferece uma crítica do sujeito moral, argumentando que o sujeito ético transparente e racional é um construto impossível que busca negar a especificidade do que é ser humano. Só podemos nos conhecer de forma incompleta, e apenas em relação a um mundo social mais amplo que sempre nos precedeu e moldou de maneiras que não somos capazes de apreender inteiramente. Se somos opacos a nós mesmos, de que maneira o ato ético pode ser definido pela explicação que damos de nós? Um sistema ético que nos considera responsáveis por nosso pleno autoconhecimento e nossa consistência interna não nos inflige um tipo de violência ética, levando a uma cultura de autocensura e crueldade?

Ao reformular a ética como um projeto em que ser ético significa tornar-se crítico das normas que nunca escolhemos, mas que guiam nossas ações, Butler ilumina o que significa para nós, criaturas falíveis, criar e compartilhar uma ética da vulnerabilidade, da humildade e da responsabilidade.



Neste livro, encontramos Merleau-Ponty em dois momentos distintos. Primeiramente, aos 25-26 anos, quando elabora e realiza o seu projeto de pesquisa sobre a natureza da percepção. Em 1933-1934, ele se volta para as noções correntes de consciência e de sensação, interroga a fisiologia, a patologia e a psicologia da percepção – concebe, de modo original, a clivagem entre a consciência das coisas e uma consciência imanente. O jovem fenomenólogo revisita a Gestaltpsychologie na delimitação de seu objeto e nos seus métodos de análise, acompanha a percepção de mundo da criança e toma distância perante as fórmulas representadas por Piaget, mas não se dá por satisfeito com as consequências filosóficas que é preciso extrair das investigações científicas.

Também o encontramos após a Segunda Guerra Mundial, agora com 38 anos. Em 1946, perante a Société française de philosophie, expõe O primado da percepção e suas consequências filosóficas. O filósofo não vincula o sujeito ao determinismo de uma natureza exterior, mas o recoloca no “berço do sensível, que ele transforma sem abandoná-lo”, assim como o sujeito também não é submetido a nenhuma história em si: “a história são os outros, a relação de intercâmbio que temos com eles e fora da qual nosso ideal assume figura de álibi”. Após instituir a percepção como modalidade original da consciência, examinar a relação orgânica entre sujeito percipiente e mundo percebido, Merleau-Ponty pensa os resultados de sua pesquisa, não sem mostrar, a cada passo, que a experiência da percepção nos ensina a passagem da certeza da ideia à certeza da percepção – seu entrelaçamento proporciona, em suma, a unidade do tempo. Nesse sentido, toda consciência é perceptiva, inclusive a consciência de nós mesmos. Não haverá, portanto, nenhuma destruição do absoluto ou da racionalidade, senão do absoluto e da racionalidade separados.



Este livro é resultado de um curso que Ricœur ministrou na Universidade de Chicago, em 1975.

Desde Mannheim, Ricœur é o primeiro a abordar ideologia e utopia num mesmo quadro conceitual. Analisa textos do jovem Marx, discute teses de Althusser, Weber, Habermas e Geertz: a distorção ideológica se baseia na estrutura simbólica da vida social e não se reduz a justificações e identificações – ilusões socialmente necessárias. Com Mannheim, Saint-Simon e Fourier, a utopia, não reduzida a patologias desconectadas da “realidade”, promove um distanciamento crítico e fecundo – utopia como poesia social. Nesse sentido, prolonga-se e aprofunda-se um problema formulado por Ricœur desde Du texte à l’action (1986): a utopia impede o “horizonte de expectativas de fundir-se com o campo da experiência”? A hipótese é que a conjunção de utopia e ideologia constitui um exemplo do que Ricœur chama imaginação social e cultural. O estudo inscreve um momento crítico na hermenêutica, propondo uma alternativa ao fracasso do modelo que opõe a ciência à ideologia.

Em diálogo com a psicanálise, a linguística, o estruturalismo, a crítica literária, as teorias sociais e a história, o que temos em mãos é uma lição de filosofia política. Lembra Ricœur: “Sem projeto de libertação, a hermenêutica é cega, mas sem experiência histórica, o projeto de emancipação é vazio”.



Quanto mais se lê e se estuda Espinosa, mais forte é a impressão de que estamos ainda distantes de esgotar as possibilidades de seu pensamento revolucionário. Daí a oportunidade de uma série, no interior da coleção Filô, dedicada à filosofia espinosana e que tem como um de seus principais objetivos oferecer ao público lusófono novas traduções das obras de Espinosa, afinadas com o estado atual das pesquisas sobre o filósofo. Com esta publicação dos Princípios da filosofia cartesiana e Pensamentos metafísicos, esperamos dar um passo importante nessa direção.

No livro, publicado em 1663, Espinosa faz uma exposição, à maneira geométrica, das principais teses da filosofia de Descartes; em apêndice, promove uma discussão detalhada de alguns conceitos fundamentais da escolástica, sempre à luz da renovação trazida pelo cartesianismo. O trabalho de preparação do texto e de tradução foi conduzido com cuidado, a fim de elaborar o que se pode considerar a mais completa tradução já realizada deste livro: o texto latino, oferecido em edição bilíngue, foi cotejado com a edição original e com outras edições, sendo em vários pontos corrigido; incluíram-se os índices da primeira edição e as variantes da tradução holandesa do século XVII, revisada pelo autor (inclusive uma poesia dedicatória em holandês, até onde sabemos, jamais traduzida). Completam ainda o volume um conjunto com traduções de duas cartas de Espinosa e de dois textos de Descartes decisivos para o projeto espinosano de exposição geométrica do cartesianismo.

André Rocha, Ericka Itokazu e Homero Santiago
Coordenadores da Série Espinosana



Em 2001, a Ação Educativa e o Instituto Paulo Montenegro, duas organizações da sociedade civil que atuam na promoção do direito à educação, criaram o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf). O objetivo era produzir informações inéditas no Brasil que servissem para fomentar e qualificar o debate público sobre a qualidade da educação no país. O Inaf tem como pressuposto que as habilidades de ler, escrever e operar com informações quantitativas é um importante legado da educação escolar para as pessoas, capacitando-as para uma inserção autônoma na sociedade letrada, ampliando sua capacidade de seguir aprendendo e se desenvolvendo ao longo de toda a vida.

Entre 2001 e 2011, foram realizadas oito edições do Inaf, permitindo reunir uma imensa quantidade de informações acerca do nível de alfabetismo dos brasileiros levando em conta variáveis como raça, gênero, práticas de leitura, renda e escolaridade, entre outras. Todas estas foram organizadas e transformadas em 
um banco de dados que foi disponibilizado para pesquisadores.

Em 2012, A Ação Educativa, o Instituto Paulo Montenegro e o Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec) se juntaram para organizar o seminário Inaf 2001-2011: perspectivas e visões do alfabetismo no Brasil, que seria o ponto de partida para a criação desta publicação. Vários pesquisadores foram convidados a fazer uso do banco de dados desses 10 anos de pesquisa e propor análises que pudessem trazer novas leituras e hipóteses interpretativas acerca do tema do letramento e do alfabetismo no Brasil.

Assim, o livro Alfabetismo e Letramento é o resultado da reflexão e análise de um conjunto de especialistas de diferentes áreas do conhecimento que traçam um panorama da evolução dos níveis de alfabetismo na década. Alguns artigos vão se debruçar sobre as análises estatísticas e aspectos metodológicos do Inaf, enquanto outros vão estabelecer diálogo com a educação de jovens e adultos e discutir práticas de leitura dos brasileiros.

As várias análises construídas com base nos 10 anos do Inaf são também um potente instrumento para colocar em debate e tornar mais complexa a visão sobre o que denominamos analfabeto ou analfabeto funcional em um mundo em que a cultura letrada se tornou central para que o cidadão possa ser, de fato, um sujeito de direitos. Já nos anos 1990, o desenvolvimento do conceito de alfabetismo teve como perspectiva buscar um novo olhar para o tema do analfabetismo para a educação de adultos. Entre aqueles que podem ser considerados analfabetos absolutos ou aqueles que são classificados como nível pleno de alfabetismo, existe um grande número de matizes. Quando se vai além da chave binária alfabetizado/analfabeto, pode-se compreender alguns dos determinantes que contribuem para que esse sujeito tenha um certo nível de alfabetismo, sendo possível também começar a pensar na formulação de novas políticas educacionais que alavanquem esses sujeitos.

Roberto Catelli Jr.