outubro 19, 2014

(Resenha) - A Culpa É Das Estrelas, by John Green.

 Título A Culpa é das Estrelas
ISBN 9788580572261
Páginas 288
Edição
Tipo de capa Brochura
Editora Intrinseca
Ano 2012
Assunto Literatura Estrangeira
Idioma Português
Código de Barras 9788580572261

Não sei como começar a falar desse livro.É que as emoções contidas dentro dessa história..meio complicado distinguir a realidade da ficção,pois o jeito que é contada e o modo como retrata o câncer(geral) torna a leitura tão intíma,tão real.Eu assisti primeiro ao filme com minha irmã há um tempo atrás e então resolvi comprar o livro.Amei o filme e amei o livro.Ficou bem fiel e os detalhes conseguem te fazer chorar ainda mais,rs.
Hazel é uma garota de dezesseis  anos que convive desde os treze com um câncer no pulmão.É obrigada pelos seus pais á frequentar um grupo de apoios no qual não gosta muito.Não quer fazer muitos amigos porque acha que logo mais partirá dessa para "melhor".O seu mau humor( aliás, ás vezes é bem fofinho,rs) muda quando conhece Augustus Waters, um garoto de dezessete anos,que teve uma das pernas amputadas por causa do osteosarcoma.Ele é o que chamamos de "alto astral" e não deixa a Hazel parar de sorrir um minuto.
Há vários pontos positivos nessa história (não encontrei nenhum negativo).Quem passou por isso, já teve um câncer ou alguém próximo da sua família,quando ler esse livro vai sentir a mesma coisa que eu.Uma vontade imensa de chorar, porque mostra o quanto é preciso viver cada minuto da sua vida(possível) ao lado daquele que ama.O objetivo aqui é não deixar se entregar e continuar vivendo como se a doença simplesmente fosse nula, em qualquer hipótese.

"Você me deu uma eternidade dentro dos nossos numerados, e sou muito grata por isso"

outubro 10, 2014

(Carol Hermanas) - Meu Livro.Parte III

“Você quase passou o sinal vermelho porque estava olhando para mim” – Taylor Swift - All To Well.

Artur estava chupando um pirulito de coração com a mão direita e dirigindo seu fusca brilhante com a esquerda. Olhei de esguelha para os olhos brincalhões, tentando captar a felicidade estreita entre os corações adolescentes. A música tocava alto dentro do carro molhado pela chuva torrencial, mas meus sentimentos aguçados estavam voltados para o sentimento espremido dentro do automóvel. Ele contornava as ruas da estrada com rapidez, como se estivéssemos competindo contra o mundo. Ao contrário dos outros, o mundo dele era eu e foi quando engoli a verdade dentro dos meus medos mais recentes.
— Vamos agitar um pouco? — ele perguntou, desviando um pouco o olhar da estrada, mexendo no aparelho de som, colocando uma música agitada. (Falling To Pieces, by David Guetta). Respirei fundo, olhando-o de lado, beliscando seu braço e mordendo as bochechas gordas dele. Seu sorriso era desafiador; hora de apostar quem conseguia sustentar mais o olhar. Ele olhou como da primeira vez — o primeiro beijo — e eu o olhei como sempre, numa inocência só minha. E sustentamos juntos, alguns segundos de profundidade num mar repleto de rosas vermelhas onde me sentia perfumada por flores de todos os cheiros, aspectos. Mas eu me sentia. Como uma flor.
— Eu te amo — ele disse, assim que parou o carro e começou com a nossa antiga brincadeira de provação de amor — Como nunca amei outra garota.
— Eu também amo você — respondi sua declaração, acariciando seu rosto macio, passando os dedos pelos lábios úmidos — Como nunca amei outro garoto. Que dias loucos hein? — eu disse, de repente, rindo baixinho. 
— Por quê? — ele perguntou, concentrado na minha fala. No meu diálogo quase interno, se não fosse pela novidade ocultada sobre Nova York.
— Sabe, até ontem, não éramos ninguém. Então... — baixei meu olhar para o couro do banco, mas ele levantou meu rosto para eu encarar seu olhar galanteador — nós somos tudo. Completamos. Nós somos...
— Perfeitos. — ele disse, novamente relembrando nossas brincadeiras amorosas. Essa era outra em que sempre conseguíamos completar a frase um do outro.
— Vamos prometer de frente para o sol que está se deitando agora? — ele perguntou, olhando através da minha janela e sorrindo sozinho. — Que estaremos juntos como duas almas encontradas no meio do deserto, ou algo assim Eu li isso em algum lugar.
Com o nariz encostado no dele e um sorriso se abrindo como um diamante virando pó e caindo sob nossos rostos, sorri e repeti: — Almas gêmeas no deserto — e olhamos juntos o sol deitando-se como um ser humano normal. A sua claridade quase nos deixou cegos, mas também demasiadamente apaixonados.

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Isso aqui é um trecho do meu livro.Gostaram? :)

Xoxo,

Carol